Neoliberalismo

Liberdade para os povos

Archive for the ‘Economia & Política’ Category

Sai o BNDES, entra a Bolsa de Valores

Posted by Kassia Tavares em fevereiro 26, 2007

O capitalismo brasileiro está realmente entrando numa nova fase. Uma fase muito mais moderna, menos cartorial, menos de conchavos, e de mais competência, de competição, de transparência, de mercado.

Já faz um bom tempo eu acho que o BNDES deveria ser extinto, pois é realmente interessante ver como é que o Estado brasileiro toma dinheiro emprestado numa ponta à Selic (hoje, em 13%) e empresta na outra a TJLP (hoje, em 6.5%).

Pois bem, com a redução dos juros, as empresas estão dando banana para o BNDES e migrando para a Bolsa de Valores, que é um processo muito mais saudável, inclusive por promover a distribuição de renda e a cultura do empreendedorismo e do investimento.

A notícia saiu no Estadão:

 

http://www.estado.com.br/editorias/2007/02/26/eco-1.93.4.20070226.13.1.xml

 

Empresas trocam BNDES pela Bolsa

Em 2006, companhias arrecadaram R$ 110 bi com a venda de ações, mais que o dobro dos desembolsos do banco

Marcelo Rehder

As empresas têm recorrido ao mercado de capitais como fonte de recursos de longo prazo para financiar atividades e investimentos numa freqüência jamais vista no País. No ano passado, o total captado pelas companhias chegou a R$ 110,2 bilhões, mais que o dobro dos desembolsos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O montante representa crescimento de 78,9%, se comparado aos R$ 61,6 bilhões de operações em 2005. Para este ano, a expectativa é de expansão de, pelo menos, 30%.

“O mercado de capitais já é hoje a maior fonte de financiamento das empresas brasileiras”, diz Raymundo Magliano Filho, presidente da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Em 2006, as companhias captaram R$ 69,5 bilhões por meio de debêntures, o que representou um incremento de 67,4% em relação aos R$ 41,5 bilhões de 2005, que já haviam sido recorde. As captações por meio de oferta de ações também bateram recorde no ano passado. As empresas captaram R$ 14,2 bilhões, mais que o triplo do ano anterior.

Além de fonte de financiamento, o mercado de capitais tem sido um fator determinante de sucesso para o desenvolvimento do País. Nesse sentido, houve uma mudança cultural no meio empresarial. “O empresário percebeu que sozinho já não se consegue fazer praticamente mais nada”, diz o presidente da Bovespa. “Quem quiser se desenvolver no mercado doméstico ou no exterior, precisa ter sócios, fazer parcerias.”

Mas o mercado de capitais não é opção para qualquer empresa. A começar pelo custo de abertura do capital, que não é barato. De acordo com bancos de investimento, para a estruturação da oferta pública de ações o desembolso varia de US$ 1 milhão a US$ 1,5 milhão. Os bancos cobram taxa de serviços que hoje gira em torno de 5% do valor total da captação. Além disso, a empresa precisa ter boa governança corporativa e obter lucros para distribuir dividendos aos acionistas. Do contrário, o preço das ações despencará e ela não deverá conseguir captar novos recursos.

“Os gastos inviabilizam o acesso da pequena empresa ao mercado de capitais”, diz Miguel Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). “Já para as grandes e médias empresas, o custo-benefício ainda representa um bom negócio.” Segundo pesquisa mensal da Anefac, a taxa média de juros cobrada pelos bancos nos empréstimos à pessoa jurídica estava em 4,19% ao mês em janeiro, o equivalente a 63,65% ao ano.

Para fugir do crédito caro e escasso, empresas de maior porte recorrerem ao mercado de capitais ou ao BNDES, que cobra Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), hoje em 8,75% ao ano, mais taxa de corretagem, que varia de 0,5% a 2% ao ano. A diferença entre um e outro é que as empresas podem captar recursos no mercado de capitais para financiar projetos que não se enquadram nas liberações do BNDES, como operações de fusão e aquisição de empresas.

A Lupatech, líder na produção e venda de válvulas para indústria de petróleo e gás captou R$ 452,7 milhões e fez algumas aquisições de empresas. Entre elas, estão as argentinas Válvulas Worcester, Esferomatic e Itasa, que juntas totalizaram US$ 64,6 milhões.

De acordo com o diretor de Relações com Investidores da empresa, Thiago Alonso de Oliveira, a Lupatech está em fase de conclusão de negociações para estabelecer parceria com a Cordoaria São Leopoldo, fabricante de cabos para ancoragem de plataformas de petróleo em águas profundas. Se o negócio for concretizado, nascerá uma empresa, que terá investimentos de R$ 80 milhões da Lupatech. Desde que abriu o capital, em maio do ano passado, as ações da Lupatech tiveram valorização de 62%.

MAIS SETE EMPRESAS

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) recorreu ao mercado de capitais para investir na expansão do negócio. A empresa de capital misto, que tem como maior acionista o governo de Minas, captou R$ 813 milhões em 2006, com a distribuição de mais de 30 milhões de ações ordinárias. Suas ações, desde o lançamento, tiveram valorização de 13,6%.

A Totvs, criadora e fornecedora de software de gestão empresarial, captou no mercado R$ 450 milhões. Desse total, destinou R$ 206 milhões para a compra de duas empresas de tecnologia, a RMS Sistemas e a Logocenter.

“As aquisições fazem parte da estratégia de crescimento”, diz o presidente da Totvs, Laercio Consentino. “Queremos fortalecer a posição de liderança.” Hoje a empresa tem mais de 50% desse mercado. Suas ações valorizaram 53% desde março do ano passado, quando abriu o capital.

O mercado de capitais segue em expansão. No mês passado, sete empresas obtiveram registro da Comissão de Valores Mobiliários para emissão de ações, contra cinco em igual período de 2006. Entre elas, Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário, Companhia Ferroviária do Nordeste e Tecnisa.

NÚMEROS

R$ 110,2 bilhões foi o total captado pelas empresas no mercado de capitais em 2006

30% de aumento é a expectativa para a expansão da captação de recursos para investimentos neste ano

 

R$ 69,5 bilhões foram captados no ano passado somente por meio de emissão de debêntures

 

R$ 14,2 bilhões foram captados em 2006 por meio de oferta de ações

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IDH de Cuba : mais uma falácia de Fidel Castro

Posted by Kassia Tavares em fevereiro 26, 2007

O IDH – Índice de Desenvolvimento Humano – foi criado para criar um padrão metodológico para efeito de aferição dos níveis de desenvolvimento humano das nações, tendo em vista que os indicadores baseados em estatísticas econômicas levam a distorções na análise.

Sendo assim, o único regime totalitário da América Latina – Cuba – aparece com frequencia à frente do Brasil e de outros países da América Latina no ranking anual feito pela ONU, tendo por base o IDH. Esse fato leva muitas pessoas a acreditarem que o “socialismo” cubano seria o responsável por tal desempenho. Nada mais falacioso, como veremos a seguir.

O IDH, apesar de ser um indicador “social”, tem a renda percapita como um dos componentes mais importantes. Ocorre, porém, que o valor de renda percapta utilizado para compor o IDH é a calculada pelo método PPP (Paridade do Poder de Compra). E aqui temos alguns graves problemas metodológicos que acabam por inflar o IDH cubano. 

Primeiro, não é segredo para ninguém que o PIB Cubano não é calculado com base nos padrões internacionais. Sabe-se que o país de Fidel Castro utiliza metodologias específicas, introduzindo serviços de saúde e educação no PIB, produzindo então sua elevação. Essas variações metodológicas, portanto, maculam e comprometem a comparação do PIB cubano em relação aos demais países. 

https://neoliberalismo.wordpress.com/2007/03/03/cuba-inventa-novo-metodo-de-crescimento-economico-mudando-o-calculo-do-pib/

O segundo aspecto é que a renda percapita de cuba entra no cálculo do IDH com sendo de mais de US$ 6.000,00 (seis mil dólares). Ora, esse número é um completo absurdo, tendo em vista que não se pode usar o método PPP (Paridade do Poder de Compra) numa economia fechada, e com taxa de câmbio arbitrada pelo governo! 

Para deixar isso claro, vamos observar que o salário de um médico cubano está na casa de US$ 20,00, o que dá US$ 240,00 / ano! Ora, então como é que podemos falar que o país tem renda percapita de US$ 6.000,00? Se os profissionais mais bem pagos em Cuba recebem anualmente um salário de US$ 240,00, como a renda percapita do país pode ser de US$ 6.000,00, ainda mais em um país que se vangloria de não ter desigualdade social?  O fato é que Esse nível de renda percapita, que é o informado pelo governo cubano, não sobre auditoria das instituições internacionais, e é esse aspecto que catapulta, de forma artificial, o IDH de Cuba para a 55ª posição no ranking mundial. 

O fato é que a ONU está estudando uma forma de mensurar com mais precisão o valor do PIB cubano, a fim de que os indicadores sociais desse país possam ser considerados e comparados com outros países, entretanto, podemos afirmar que o IDH de Cuba está muito atrás do IDH da maioria dos países da América Latina, pois a renda percapita de Cuba é uma das mais baixas da América Latina. 

 

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Criminalização do mercado de drogas e violência pública

Posted by Kassia Tavares em fevereiro 21, 2007

 Criminalização do mercado de drogas e violência pública

Um estudo da ESALQ verificou a correlação entre mercado de drogas ilícitas e violência, e constatou que é possível afirmar que o comércio ilegal de drogas é um dos principais responsáveis pela criminalidade brasileira.

Isso mostra que a solução do problema de segurança pública brasileira passa NECESSARIAMENTE por uma abordagem LIBERAL: apenas com a ampla, geral e irrestrita liberalização do comércio e produção de drogas no Brasil teremos uma solução plausível para o problema de criminalidade.

A tentativa de coibir, pela violência de Estado, o desenvolvimento de um mercado como o de drogas gera a violência, mortes e assassinatos, pois trata-se de uma estratégia SOCIALISTA! E, como toda medida socialista, gera miséria, violência e degradação da pessoa humana, além de violações dos Direitos Humanos!

http://www.cepea.esalq.usp.br/pdf/drogas_crime.pdf

[i]”O objetivo deste estudo foi investigar empiricamente e sob o enfoque econômico a influência do mercado de drogas ilícitas sobre a criminalidade dos estados brasileiros. Os resultados fornecem evidências empíricas que permitem dar sustentação para a hipótese de que a o mercado de drogas que se desenvolveu no país é um dos principais responsáveis pela alta criminalidade que atinge a sociedade brasileira.”[/i]

[i]”Os resultados indicaram que, quanto mais aquecido for o mercado de trabalho, menor será a criminalidade. Isso possivelmente ocorre devido ao efeito positivo de melhores condições no mercado de trabalho sobre o custo de oportunidade do crime.”[/i]

[i]”A hipótese de que o mercado de drogas implica criminalidade é plausível.”[/i]

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O benefício do agronegócio para o Brasil: aspectos macroeconômicos e sociais

Posted by Kassia Tavares em fevereiro 21, 2007

MST x Agronegócio: quem faz mais pelo Brasil?

http://www.cepea.esalq.usp.br/pdf/Cepea_Artigo_geraldo_JP.pdf

http://cepea.esalq.usp.br/tbt/?id_page=329

O estudo da CEPEA – Centro de Estudos Avançados
em Economia Aplicada – da ESALQ (Escola da Agricultura Luiz de Queiroz / USP), não deixa dúvidas: foi o liberalismo aplicado ao campo, apesar da destruição provocada pelo MST!

Segundo tal estudo, o sucesso da agricultura empresarial  derrubou os preços ao consumidor dos alimentos em 40% entre 1994 e 2005. Só esta queda tem um impacto fundamental na redução da SELIC e no melhoramento da vida das classes mais pobres. O barateamento da comida beneficia principalmente as classes C, D e , representando, em termos de transferência de renda, algo como R$ 1 trilhão, dinheiro apropriado diretamente pelos setores empobrecidos da população, e transformado em aumento de poder aquisitivo de bens e serviços.

Nenhum programa social do governo – nem mesmo o Bolsa Família,, foi tão poderoso para a melhora das condições de vida dos mais pobres que a oferta de comida barata, e isso só foi possível com a aplicação de muito liberalismo à agricultura, competição empresarial e busca pelo lucro das empresas de agronegócios. E o que fez o MST no período para ajudar a população pobre? Resposta: nada! Ao contrário, se não fosse o MST, provavelmente os pobres estariam em melhor situação ainda! A combinação de inventivos gerais para o aumento da produção com  desenvolvimentos de tecnologia aplicada fez mais pelo bem estar da sociedade que todo o dirigismo concebido pelos burocratas do governo.

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Sistema Tributário

Posted by Kassia Tavares em fevereiro 17, 2007

A falácia da regressividade da carga tributária

Por que os esquerdinhas falam que a carga tributária é regressiva?  Eles fazem a seguinte conta: Um cara que ganha 2SM, 700 reais, vai gastar a maior parte de sua renda em alimentação, cesta básica. Vamos supor que o preço da cesta básica seja 500 reais. Eles pegam todos os impostos indiretos que estão incidindo (ICMS, IPI, PIS/COFINS/CPMF) e falam que naqueles preços, 50% é imposto. Então se o cara ganha 700 reais, e gastou 600 de alimentação, e que nesses 600 reais, 300 são impostos, então, pronto, o cara ta com uma carga tributária de 45%!! Aí chovem as falácias visto que quem ganha 10 SM só pagaria 27,5%, que é o Imposto de Renda!!! Olha a imbecilidade desse conceito!!!??? Como se o cara que ganha 10 SM não consome nada, não é mesmo? Ou como se os produtos consumidos por quem ganha 10 SM não tivesse imposto!!!?? Eu sinceramente não sei como é que pode ter gente para dar bola para uma besteira dessas. Sem falar que, os itens da cesta básica tiveram seus impostos zerados, sobretudo ICMS, IPI, PIS/COFINS!!!! E quem começou com esse processo, e o único Estado que zerou tudo, foi SP, na gestão do Alckmin! 

“A engenharia macroeconômica que assegurou o relativo controle da inflação passou pela elevação do endividamento público, que assegurou a transferência de renda do setor real da economia para os detentores de excedentes financeiros, particularmente  capital bancário.” 

Nada disso. O que mudou com o Plano Real foi o padrão de financiamento do setor público. Até o Plano Real os desequilíbrios orçamentários, crônicos desde sempre, diga-se de passagem, eram financiados com o imposto inflacionário (leia-se emissão primária de moeda). A partir do Plano Real, que foi precedido e acompanhado de elevação da carga tributária, sim, o financiamento do setor público passou a ser feito pela via tradicional, ou seja, emissão primária de títulos públicos. Os motivos pelos quais o Estado não consegue reduzir seus gastos primários podem ser debatidos em outro tópico. 

De qualquer forma, eu já conheço bem essa tese de que a carga tributária é regressiva por conta dos impostos indiretos. Ocorre que ninguém ainda consegue definir direito o que é “carga tributária”. O mais comum é pegar a arrecadação e dividir pelo PIB. É o que mais se faz. Outros dizem que o correto é avaliar as alíquotas e verificar, caso não houvesse sonegação, qual seria a participação dos tributos no PIB. Segundo tais cálculos, seria maior do que 60% do PIB com os atuais impostos.  Finalmente, eu estou questionando não é o fato da incidência tributária via impostos indiretos ser maior ou menor do que os segmentos de maior renda (de fato, para quem ganha até 2 SM, se o nível de tributação indireta sobre o consumo é de 40%, então ele estará pagando 40% de carga tributária). O que eu estou sustentando é que a arrecadação tributária oriunda desse segmento é minoritária frente a arrecadação total. (Se não o fosse, como é que você pode dizer que a massa salarial corresponde a 29% do PIB e a carga tributária de 40%? Nem se todos os trabalhadores contribuíssem com 100% de sua renda daria os 40%).  O que eu estou dizendo é que:

  1. A grande parte da arrecadação tributária, mais de 80%, provêm dos 20% mais ricos da sociedade.
  2. Essa carga tributária é direcionada principalmente para os 80% mais pobres, visto que são eles que usam os sistemas públicos de saúde e educação, além de receberem os tradicionais programas de transferência de renda (Bolsa Família, etc).
  3. Esse processo se reproduz também na transferência de renda dos Estados mais ricos da Federação (pagadores líquidos de impostos) para os Estados mais pobres, via Fundo de Participação dos Estados e Municípios.

Conclusão: O SISTEMA TRIBUTÁRIO BRASILEIRO TRANSFERE RENDA DOS MAIS RICOS PARA OS MAIS POBRES. ENTÃO, NÃO DÁ PARA SUSTENTAR QUE O SISTEMA TRIBUTÁRIO BRASILEIRO É REGRESSIVO!  

Ainda o estudo da Unafisco se esquece que Imposto de Renda Pessoa Física no Brasil arrecada por volta de R$ 30 Bilhões por ano, mesmo com alíquota de 27,5%. É mais ou menos o que arrecada a CPMF, com sua alíquota de 0,38%, porém cumulativa em toda cadeira produtiva. A arrecadação tributária federal é da ordem de R$ 360 bilhões, portanto, eu gostaria de saber qual o milagre que tem que ser feito, para que, partindo de impostos diretos, possamos manter o mesmo padrão de financiamento? 

E olha que acho que está errado. Em qualquer país do mundo, o investimento e o capital são fortemente desnonerados, e o trabalho é fortemente taxado, exatamente para estimular o empreendedorismo e etc. Aqui no Brasil temos um nível de tributação sobre o Capital quase que similar aos rendimentos assalariados, e esse é um dos causadores de nosso subdesenvolvimento. Parece que o cara sugere que devemos radicalizar esse processo, o que nos levaria mais e mais para a miséria. A piada é que ao tributar o capital, você está aumentando a carga tributária indireta, ou seja, aumentando ainda mais a divergência que ele mesmo está combatendo. Ou então ele está querendo criar um novo tipo de contribuinte pessoa jurídica, que ainda não foi descoberto em nenhum lugar do mundo, que não transfira tal imposto para os preços dos bens e serviços que está produzindo. 

No capitalismo, os ricos são explorados pelos pobres.

Esse processo ocorre em decorrência do sistema tributário, que transfere renda dos ricos para os pobres, pois trata-se de um sistema fortemente progressivo, ou seja, tributa mais quanto mais alta a renda do cidadão. A grande parte da arrecadação tributária, mais de 80%, provêm dos 20% mais ricos da sociedade.

2. Essa carga tributária é direcionada principalmente para os 80% mais pobres, visto que são eles que usam os sistemas públicos de saúde e educação, além de receberem os tradicionais programas de transferência de renda (Bolsa Família, etc).

3. Esse processo se reproduz também na transferência de renda dos Estados mais ricos da Federação (pagadores líquidos de impostos) para os Estados mais pobres, via Fundo de Participação dos Estados e Municípios.Conclusão: O SISTEMA TRIBUTÁRIO BRASILEIRO TRANSFERE RENDA DOS MAIS RICOS PARA OS MAIS POBRES. 

Impostos indiretos

É fato que dos 700 bi de reais arrecadados de impostos no Brasil, mais de 85% disso provém das classes média e média alta. E que esses recursos são usados para custear principalmente Saúde, Educação e Previdência, além das máquinas públicas. A conclusão é: os mais ricos custeiam os serviços públicos oferecidos aos mais pobres, visto que as classes média e média alta usam escolas e sistemas de saúde privados!  Mas, como se não bastasse, o fato é que eu não sei com base em quê que algumas pessoas falam  que quem ganha 2SM tem incidência tributária maior. Isso outra balela. Sabe porque? Porque os caras pegam os impostos incidentes sobre a cesta básica e falam: o cara que ganha 2SM paga 50% de imposto, porque os preços que ele está pagando na cesta básica tem impostos embutidos. Então, se o cara ganha 10SM, como o custo da cesta básica se mantém constante, então falam que ele está pagando menos imposto. Olha que raciocínio mais oblíquo e ridículo. Por vários motivos: Se alguém ganha 10 SM e paga escola particular ou planos de saúde particulares, está fazendo porque os serviços públicos (que são oferecidos com a grana dos impostos deles) são de péssima qualidade. Além disso, existem impostos embutidos nos preços das escolas privadas e dos planos de saúde também. Se o cara compra um carro, vai pagar altos impostos. Se faz uma viagem, idem, vai pagar imposto. Então, o raciocínio que sustenta essa idéia ridícula que é que só cesta básica tem imposto, e que todos os produtos consumidos por quem ganha mais de 2SM não tem imposto!!!! Eu gostaria de saber, então, de onde vem 85% da arrecadação tributária nacional se é desse pessoal que vem a grana? Depois, essa questão de incidência de impostos indiretos é um dado da realidade, como é que o cara vai saber se aquele pãozinho francês que foi produzido vai ser consumido por alguém que ganha, 2…3…10..ou 50 salários mínimos? Enfim, esses caras adoram fazer elocubrações sobre o fato de que quando você solta um ovo de uma altura de 10 metros, ele cai e se espatifa no chão. Aí eles ficam remoendo e remoendo, tentando descobrir porque o o ovo caiu…como poderia fazer para o ovo não cair…uns chegam a sugerir que se deveria fazer uma Lei proibindo o ovo de cair. É isso que eles fazem.  Sendo assim está provado de onde vem os impostos e te mostrei os custos dos serviços públicos inclusive do Bolsa Família, que tem orçamento mais de 20 vezes inferior ao da Previdência e umas 7 vezes menos do que a Saúde. Educação, então, é o mais caro e distribuído entre asa três esferas então é covardia. Só que o “economista” parece que não tem a mais vaga noção de números orçamentários brasileiros, visto que fala que o gasto com o Bolsa Família, que representa 0,5% do PIB, mudou o nível de regressividade do gasto…..ou seja…Estado gasta 40% do PIB, e até então não era regressivo. Depois que colocou o Bolsa Família, que é de 0,5% do PIB, passou a não ser mais!!!?????

Fonte das informações

http://www.receita.fazenda.gov.br/Arrecadacao/default.htm 

É importante as pessoas saberem pegar dados e tirar suas próprias conclusões. Aprender a pensar com sua cabeça, e não com a dos outros. Aprenda a pensar criticamente sobre o que é jogado sobre você e que você sai repetindo como um papagaio.Se continuar apenar repetindo como um papagaio as opiniões furadas dos outros, vai continuar passando vergonha.  

Fontes das informações:

Dados precisos e atualizados da arrecadação tributária (IRPF, IRPJ, PIS, COFINS, CSLL, IPI, CPMF) federal 

http://www.receita.fazenda.gov.br/Arrecadacao/default.htm

Dados precisos e atualizados sobre arrecadação tributária estadual

http://www.fazenda.gov.br/confaz/boletim/

Vá em “Valores Correntes” no canto superior direito da página e obtenha tudo sobre arrecadação de ICMS, IPVA, ITCD, entre outros.

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Porque precisamos de neoliberalismo

Posted by Kassia Tavares em fevereiro 17, 2007

Outro dia estava debatendo com um esquerdinha sobre a questão da divida externa dos países do terceiro mundo, suas causas, conseqüências entre outros aspectos. Acho que este é um debate pertinente, pois a correta compreensão da formação da dívida externa brasileira, e dos países do terceiro mundo, é importante para colocar um pouco de razão no debate sobre essa questão.

 

A verdade é que a nossa dívida externa ocorreu em decorrência do aumento das taxas de juros nos EUA após a eclosão da revolução islâmica no Irã, no final da década de 70.

 

O interessante, como vocês poderão verificar ao longo do post é que o esquerdinha insiste em falar que as taxas de juros nos EUA subiram durante o governo Reagan (o esquerdinha queria dizer que o governo Reagan, neolibral, portanto, malvado, estava trabalhando com juros altos para oprimir o povo e dar dinheiro para os banqueiros….). O mais interessante é que o esquerdinha continua sustentando essa tese mesmo depois de confrontado com os gráficos da Prime Rate declinantes do governo Reagan.

 

 

Esquerdinha: [i]”Não se pode falar de queda sustentada da taxa de juros quando ela foi mantida de forma sustentada durante os governos Reagan nos níveis médios da crise do petróleo de 73/74, quando os neoliberais se emplumaram todos para dizer que as políticas keynesianas “não funcionavam”.”[/i]

 

Eu: A não ser que você queira brigar com os fatos, pode-se sim falar em queda sustentada das taxas de juros nos EUA durante o governo Reagan. Isso está exposto tanto no gráfico quanto nesta tabela (http://mortgage-x.com/general/indexes/prime.asp). E os fatos mostram que o governo Reagan pegou a taxa de juros em 20% ao ano e ela veio declinando até 10% ao ano no final do governo dele. A não ser que você queira mudar o entendimento da palavra “queda”, o que se viu foi uma “queda” das taxas de juros.

 

Uma outra curiosidade seria o uso do termo “neoliberais” em 73/74, e mais curioso ainda é falar que os “neoliberais” falavam que as políticas keynesianas não funcionavam. Primeiro, a política fiscal do Reagan, durante seu mandato, na década de 80, é de cunho keynesiano. Segundo. Nunca ouvi falar que políticas keynesianas “não funcionam”. É óbvio que funcionam, pegue qualquer modelo macroeconômico keynesiano e verifique que aumentando-se “G” você tem aumento de “Y”. O que se discute não é se elas funcionam ou não, é consenso, inclusive matemático, que elas funcionam, mas se outro tipo de política poderia eventualmente funcionar melhor. Curiosamente, o governo Clinton, adotou uma política fiscal não keynesiana, de forte contenção de gastos públicos, e exatamente durante o governo dele os EUA experimentaram seu maior crescimento econômico no pós-guerra.

Esquerdinha: [i]”Que você concorde comigo que “a escalada da dívida externa brasileira foi resultado das políticas de juros consistente e sustentadamente praticadas pelos governos Reagan” (e o governo Carter produziu um efetivo rebaixamento da taxa de juros para os níveis anteriores ao dos choques do petróleo de 73/74) significa, como conclusão corolária, que o nível de endividamento externo brasileiro não foi obra deliberada dos governos militares (já que o maior percentual dos empréstimos tomados a partir de 78 destinavam-se à rolagem da dívida).”[/i]

 

Eu: Não. Eu não posso concordar com você porque eu não posso brigar com os fatos. O Brasil, e a maioria dos países do terceiro mundo, se endividou fortemente no período subseqüente à segunda crise do petróleo em contratos pós-fixados indexados à Prime Rate. E os fatos e o gráfico e a tabela que eu já citei me mostram que quem elevou as taxas de juros dos EUA de níveis de 7 a 8% para 20% foi o governo Carter, e não o Reagan, que as trouxe de volta para patamares de 9%..10%! De qualquer forma, falar em níveis de taxas de juros
em governo Carter ou Reagan é inapropriado, tendo em vista que o FED é uma entidade independente e a política monetária dos EUA não é definida na Casa Branca.

Entretanto, se mesmo com os fatos você insiste em dizer o contrário, não posso fazer nada, mas o debate parte para outro campo, que não o da ciência e da história. Talvez o da culinária, ou da ficção, talvez.

 

Esquerdinha: [i]”Pode-se até dizer que foi obra de uma política econômica temerária, o que é o mesmo que não dizer nada, porque o dinheiro internacional era barato desde o final da Segunda Guerra, e financiou parte substancial do crescimento econômico europeu e japonês.”[/i]

 

Eu: Uma coisa que você ainda não percebeu é que eu não estou criticando os governos militares. Nem o comparando com o governo do FHC, mesmo porque acho impossível esse tipo de comparação, são momentos históricos distintos, outro tipo de contexto, econômico, tecnológico, político e social.

Esquerdinha: [i]Com isso, o argumento de que os governos militares legaram ao Brasil uma dívida externa impagável cai por terra se não forem considerados os condicionantes externos.[/i]

 

Eu: Eu nunca falei isso. Aliás, nunca achei a dívida externa brasileira impagável, sobretudo em termos econômicos. O fato, porém, que a dívida externa brasileira, inflada pelos juros do governo Carter, gerou alguns problemas de ordem financeira, que se refletiram no aspecto econômico. Mas, do ponto de vista econômico, nunca foi impagável.

 

Esquerdinha: [i]”Essa mesma dívida externa que se tornou catastrófica por conta das políticas neoliberais dos governos Reagan financiou a modernização do parque industrial e da infra-estrutura produtiva brasileira, ao custo de arcar com todos os riscos da expansão da fronteira industrial.”[/i]

 

Eu: Políticas neoliberais do governo Reagan? Com expansão dos gastos públicos? Isso é neoliberal, agora? Não sabia.

 

Esquerdinha: [i]”Depois de corridos todos os riscos e arcados todos os custos, fica realmente muito fácil pedir pra distribuir os ativos a preços sub-avaliados, porque tudo que o empresariado privado sabe fazer é predar. No fim das contas vemos que o sacrifício da dívida externa brasileira serviu para a canalha neoliberal (tucana incluída) montar seu esquemão de privatização, com direito a Banestado e outros penduricalhos.”[/i]

 

Eu: Para ficar apenas no sistema Telebrás, vemos um resultado final de mais de US$ 30 bilhões.

http://www.bndes.gov.br/privatizacao/resultados/federais/telecomunicacoes/fedtelec.asp

Se isso é sub-avaliado, então mais sub-avaliado estão agora, dado que tais empresas valem menos do que isso no mercado acionário.

 

Agora, eu realmente gostaria de saber o que você está defendendo. No começo era que o governo Reagan subiu juros, e que isso quebrou o Brasil e financiou a corrida armamentista contra a ex-URSS. Foi demonstrado que o governo Reagan diminuiu os juros e que os países do 3º mundo entraram em default, portanto não puderam financiar nada. Depois, a comparação do governo militar com governo FHC.

 

Afinal, qual sua tese? A de que os tucanos são malvados e os milicos e os petralhas bonzinhos? Então tá. Vamos debater futebol, então!

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Privatizações FHC

Posted by Kassia Tavares em fevereiro 17, 2007

[i]“Não compartilho de maneira nenhuma do mito de que as privatizações eram necessárias, porque não eram; e os dividendos que o Estado podia captar justifica isso. A única coisa que justifica cegamente as privatizações é um dogma: o dogma neoliberal de que os mercados devam ser “flexibilizados” em favor da circulação financeira.”[/i] 

Você falar que não eram necessárias, é simples. Mas será que não eram necessários R$ 170 bilhões em investimentos no setor de telecomunicações, a fim de permitir a universalização do serviço de telecomunicações? Será que caberia ao Estado de São Paulo tirar dinheiro do orçamento público para construir a 2ª pista da Imigrantes, que foi feita inteiramente com dinheiro privado? Será que o Estado teria os bilhões de dólares que foram investidos na Vale para torna-la essa empresa que é hoje? Será que o Estado teria os bilhões de dólares que foram investidos na EMBRAER, e que a transformaram na 4ª maior empresa aérea do mundo? Será que o Estado teria bilhões de dólares que foram e estão sendo investidos em estradas e ferrovias privatizadas? Não parece que teria, porque os hospitais públicos estão em petição de miséria. As escolas públicas também não parecem vivem
em abundância. Se nem para esses setores básicos (saúde e educação) há dinheiro, então será que teria dinheiro para investir em estradas, em ferrovias, em infra-estrutura de telecomunicações, em fabricação de aviões?  Pode ser que não fosse necessárias, mas isso significa que deveríamos aceitar que apenas uma pequena parcela da população tivesse acesso a telefone, e que o mesmo custasse 10 mil dólares e demorasse 6 anos para ser instalado. Que não existisse a 2ª pista da Imigrantes. Que não se faça a linha 4 do metro de São Paulo, mesmo sabendo que a população vai pagar rigorosamente a mesma tarifa. Que as estradas sejam todas esburacadas, ou mesmo que não existam estradas. Que as ferrovias ficassem sucateadas. Essa é a questão. Falar que não concorda que não sejam necessárias é fácil. Difícil é propor uma alternativa, coisa que até agora eu não vi. Falar platitudes sem fundamento é fácil, difícil é propor soluções….afinal, cadê as alternativas? A alternativa, pelo que eu sei são telefones a 10 mil dólares, estradas esburacadas, ferrovias sucateadas, e menos investimento ainda em áreas sociais. E daí? Vamos continuar com a demagogia?
 

 

A única coisa que justifica cegamente as privatizações é um dogma: o dogma neoliberal de que os mercados devam ser “flexibilizados” em favor da circulação financeira. 

[i]A única coisa que justifica cegamente as privatizações é um dogma: o dogma neoliberal de que os mercados devam ser “flexibilizados” em favor da circulação financeira.”[/i]

Como esse cara é criativo! Inventou agora um “dogma” neoliberal! Então os mercados tem de ser flexibilizados em favor da circulação financeira!!??? PGostaria de saber de onde ele tirou esse dogma? De onde será que ele tirou esse dogma? Deve ser do mesmo lugar que ele tirou que a taxa média de juros no governo Reagam foi de 16%. Ou talvez do mesmo lugar daquela afirmação que as taxas de juros subiram no governo Reagan, quando subiram no governo do Carter. Ou do mesmo lugar daquela afirmação que os países do terceiro mundo que financiaram a corrida armamentista dos EUA….

Como podemos verificar, é um local onde a criatividade e a imaginação abudam, e se produz uma quantidade infindável de baboseiras.

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Fatos sobre o embargo econômico EUA Cuba

Posted by Kassia Tavares em fevereiro 17, 2007

Motivos do embargo: 1. confiscação, sem compensação, de todas as companhias e propriedades norte-americanas em Cuba, procedimento que violou a legislação internacional; 

Violação dos Direitos Humanos em Cuba 

2. Motivação política: Fidel Castro não respeita os direitos fundamentais da população cubana: Execuções maciças e sem julgamento; Aprisionamento políticos; Dissolução do poder judicial; Restauração de cortes “revolucionárias” com juizes indicados politicamente; Confiscação de todos os meios de comunicação; Proibição à entrada e à saída livres do país; Dissolução e proibição de partidos políticos, exceto o comunista;Intervenção nos sindicatos dos trabalhadores. O embargo comercial é a forma dos EUA dizer que não compactua com a conduta criminosa e anti-democrática de Fidel Castro, e portanto, Fidel não pode se beneficiar de empréstimos e do comércio dos Estados Unidos. Em 1974, unilateralmente, o presidente Gerald Ford decretou a suspensão parcial do embargo, permitindo que companhias norte-americanas estabelecidas em outros países, ou suas filiais, pudessem negociar com Cuba. Mesmo assim o regime não flexibilizou sua opressão sobre o povo.  O comércio cubano com as companhias norte-americanas chegou a cifra de US$ 704 milhões em 1989, mas apesar disso a conduta de Castro, ao contrário, tornou-se cada vez mais agressiva e menos conciliatória: Castro enviou invasões armadas na África (Angola e Etiópia), e tornou-se um ajudante no conflito do Oriente Médio (colinas de Golán) e na Indochina.O embargo foi novamente interposto em 1992 com a Lei Torricelli, restaurando parcialmente o embargo comercial. Entretanto, desde então são permitidos o envio à Cuba de doações de alimentos e de produtos farmacêuticos, e autoriza o intercâmbio cultural e o envio de dinheiro aos parentes de cubanos que vivem nos EUA.

Cuba negocia com o mundo inteiro

O embargo é simplesmente um dispositivo que dificulta o comércio de Cuba com os EUA, mas Cuba pode negociar com quem Cuba desejar, podendo mesmo adquirir produtos americanos no Panamá, no México ou no Canadá. Aliás, todos os hotéis turísticos de Cuba estão repletos de produtos norte-americanos.

7. O embargo econômico é responsável pela falta de remédios e alimentos em Cuba?  Absolutamente não. Cuba negocia com o mundo inteiro, menos com os Estados Unidos. Todos os remédios ou alimentos que Cuba quer adquirir, podem ser comprados do México, Canadá ou Panamá, para mencionar somente países próximos a Cuba. Além disso, é muito mais barato comprar remédios no México e no Canadá do que nos próprios EUA. Os remédios feitos nos Estados Unidos são em média 25% mais baratos naqueles países. Com alimentos acontece o mesmo.  

EUA fazem doações anuais de remédios e alimentos à Cuba!

8. O orçamento de Cuba atribui um média de 4 milhão dólares ao ano para a importação de remédios. A união européias doa a Cuba aproximadamente 10 milhão dólares em remédios e alimentos, e os Estados Unidos, com seu “embargo” e tudo, doaram ao país aproximadamente $472 milhões em remédios nos últimos 10 anos. Com essas quantidades de doações os cubanos teriam quantidades suficientes para satisfazer suas necessidades, mas onde estão esses remédios? Procure-os nos hospitais para os estrangeiros que pagam os serviços médicos em Cuba em dólares e nos hospitais usados pela elite política (e onde a população não pode ser atendida). Nesses hospitais e clínicas há todas os remédios…. Também podem-se ser encontrados nas lojas para estrangeiros em que se vende em dólares.

MENSALÃO DA EX-URSS à CUBA : US$ 3 bilhões / ano 

9. De 1970 a 1991, Cuba recebeu aproximadamente três bilhões de dólares por ano de subsídios da União Soviética. Em todos estes anos, os cubanos tiveram a oportunidade de comprar um par de sapatos por ano, mas não foram construídas mais casas, nem melhorado o transporte público, nem a livreta de racionamento foi suprimida, nem melhorou o padrão de vida da população. Pergunta: o que fez Fidel Castro com essa quantidade de bilhões de dólares que forma parar em suas mãos? Resposta: foram usados simplesmente reforçar o poder de Fidel Castro. Pelo exemplo: com esse dinheiro, Castro montou o oitavo maior exército do mundo! (imagine um ilha de 110.000 quilômetros de quadrado e 10 milhão habitantes com o oitavo exército do mundo!).

Outra destinação que Fidel Castro deu ao dinheiro foi financiando guerras na África e processos de subversão de governos democráticos na América Latina, mas sobretudo Castro usou-o para criar um gigantesco instrumento repressivo como o Departamento do Interior integrado por aproximadamente 92 mil agentes e mais e dezenas de m ilhares de informantes que constituem uma rede que tudo vê e informa aos organismos políticos.

Qual foi o uso que Castro deu aos aproximadamente 100 bilhões de dólares que chegou no país entre 1970 e 1991 pelo conceito de subsídios soviéticos e pelos créditos de países ocidentais? A pergunta lógica que segue esta situação é: se for suspenso o embargo, em que tipo de atividade será usado o crédito ou os fundos de financiamento norte-americanos: não foi necessário ter bola de cristal para responder que os recursos serão usados da mesma forma que foram usados antes, ou mesmo para aumentar sua fortuna agora que a situação está ruim e porque não existe mais o subsídio soviético e seus 50 anos de erros econômicos asfixiam até aqueles que antes o suportaram pelos privilégios concedidos e que eles agora já não tem mais.

O embargo, portanto, tem a intenção de impedir que Castro obtenha mais dinheiro ou créditos para continuar financiando o seu poderoso instrumento repressivo que o mantém no poder, e que, adicionalmente aumenta a precariedade da vida em Cuba e não em benefício da população.

Deixe-nos recordar que Castro, desde 1992, não paga seus compromissos externos e consequentemente não consegue crédito em nenhum lugar do mundo. O único país que Fidel Castro não deve, e portanto, poderia obter crédito são os Estados Unidos da América. Por esta razão todo seu esforço é concentrado em obter a suspensão do embargo para que possa obter novos recursos para sustentar e continuar financiando sua permanência no poder.10. A razão central para que Fidel Castro detenha poder e mantenha a ditadura que assola Cuba há 46 anos é o controle, o medo e o terror que ele matem sobre a população. Que o terror é imposto e mantido por seu instrumento repressivo militar gigantesco.

A contribuição importante do embargo é que reduz a quantidade de dinheiro que de uma outra maneira chegariam nas mãos de Castro e que já nós sabemos o uso que teria. Conseqüentemente, o embargo corrói o orçamento disponível para a manutenção daquele instrumento na carga para manter posto sob a população cubana. A razão é que para a população cubana o embargo está atuando no sentido correto, corroendo a capacidade militar de repressão de Castro e que o sustenta no poder.

11. Se o embargo comercial trabalhou CONTRA o governo racista da África do Sul, se trabalhou CONTRA à atividade terrorista do governo da Líbia, se trabalhou CONTRA o expansionismo territorial do governo do Iraque, se trabalhou CONTRA a ditadura militar no HAITI, qual a razão que seja permitido negar a mesma funcionalidade CONTRA a ditadura de Fidel Castro?12. A suspensão do embargo comercial não produziria a melhoria econômica alguma para a população nem reforma política para ampliar as liberdades e o respeito aos Direitos Humanos em Cuba, como foi visto o que aconteceu no Vietnan. Já faz 7 anos que os Estados Unidos levantaram seu embargo e restauraram relações diplomáticas com o Vietnam, não obstante nada mudou nesse país. Os prisioneiros políticos seguem nas cadeias, a ditadura comunista segue intacta e o povo não se beneficiou de qualquer coisa.

A solução do problema de Cuba é que a ditadura de 46 anos de Fidel Castro que arruinou economicamente o país da mesma forma que aconteceu em todos os países comunistas. Com a FIM da ditadura, Cuba poderá retornar à democracia e decidir livremente seu destino da mesma forma que o fazem outros países da América Latina.

O embargo consubstancia-se também em um caráter político, frente a impossibilidade de obter que Castro respeite os direitos fundamentais da população cubana. São vastamente conhecidas as execuções maciças e sem julgamento, o aprisionamento dos oponentes políticos, a dissolução do poder judicial, a restauração de cortes “revolucionárias” com os juizes oriundo de indicações políticas, a confiscação de todos os meios de comunicação, a proibição à entrada e à saída livres do país, a dissolução e proibição de partidos políticos, exceto o comunista e a intervenção nos sindicatos dos trabalhadores, são medidas autoritárias que Castro impôs para consolidar seu poder absoluto e erradicar a democracia e os direitos dos cidadãos cubanos. O embargo comercial era uma forma dos Estados Unidos dizer a Castro que sua conduta criminosa e anti-democrática era inaceitável e que, dessa forma, não poderia beneficiar-se de empréstimos e o comércio dos Estados Unidos. 

 

Outros fatos que demonstraram a necessidade precípua de interposição do embargo é a série de intervenções armadas de tropas cubanas na Venezuela, Nicarágua, Panamá, Guatemala e a Colômbia a fim derrubar os governos daqueles países e ajudar atividades de desestabilização e subversão em um grande número de países da América Latin como Peru, Brasil, Uruguai e Argentina.4. Em 1974, após a aproximação dos Estados Unidos com a China, os norte-americanos também tentaram estabelecer uma reconciliação com Fidel Castro. Unilateralmente, o presidente Gerald Ford decretou a suspensão parcial do embargo, permitindo que companhias norte-americanas estabelecidas em outros países, ou suas filiais, poderiam negociar com Cuba. A ação de boa amizade dos Estados Unidos porém não obteve resposta por parte de Cuba, mesmo que o comércio cubano com as companhias norte-americanas chegou a cifra de US$ 704 milhões em 1989. A conduta de Castro, ao contrário, tornou-se cada vez mais agressiva e menos conciliatória. Por exemplo, Castro enviou invasões armadas na Africa (Angola e Etiópia), e tornou-se um ajudante no conflito do Oriente Médio (colinas de Golán) e na Indochina.Internamente, tampouco nada mudou em Cuba. Os cubanos continuaram sem direitos e sem liberdades. Nós podemos sumariar que “a abertura e a tentativa da aproximação dos Estados Unidos “, foram inúteis.

Para essa razão, quando Europa Oriental e a União Soviética empreenderam as reformas do Glaznot e o Perestroika e Castro as rejeitou, os americanos concluíram que todo o esforço democrático com Castro era destinado a falhar. A resposta lógica foi a lei Torricelli, em 1992, restaurando o embargo comercial a seu estado original. Realmente, a lei não retornou em seu nível precedente porque permite o envio à Cuba de doações de alimentos e de produtos farmacêuticos, autoriza o intercâmbio cultural e o envio de dinheiro aos parentes de cubanos que vivem nos EUA.

 

Fidel Castro chama o embargo de “bloqueio” a fim de tentar mostrar que os EUA impedem o livre comércio com Cuba. Isso é totalmente falso. O embargo é simplesmente um dispositivo de não comercialização com os Estados Unidos. Cuba pode negociar com quem Cuba desejar, podendo mesmo adquirir produtos americanos no Panamá, no México ou no Canadá. Aliás, todos os hotéis turísticos de Cuba estão repletos de produtos norte-americanos.

 

Há alguns que pensam que o embargo fosse levantado, Castro faria mudanças democráticas ou passaria a respeitas ao menos dos direitos humanos básicos dos cidadãos cubanos. Vejamos. Durante a visita a Cuba do governador de Illinois, George Ryan, no mês e outubro de 1999, os jornalistas perguntaram a Castro: “Se o embargo dos Estados Unidos se levanta, ocorrerá em Cuba uma abertura democrática? A resposta do ditador foi categórica: NÃO! Nós não admitimos condições de nenhum tipo.Isso demonstra o que os cubanos sabem de memória mas que os não cubanos não sabem: Castro nunca consentirá em fazer alguma concessão política que diminua seu poder absoluto no país. O único que interessa a Castro lhe falar é com o presidente dos Estados Unidos e na base de que seu poder e sua dominação em Cuba seja intocável. Castro se considera o proprietário de Cuba. Esse é problema principal que temos em Cuba.

 

O embargo econômico é responsável pela falta de remédios e alimentos em Cuba? Absolutamente não. Cuba negocia com o mundo inteiro, menos com os Estados Unidos. Todos os remédios ou alimentos que Cuba quer adquirir, podem ser comprados do México, Canadá ou Panamá, para mencionar somente países próximos a Cuba. Além, os cubanos não têm um ou outro as medicinas que ocorrem em Cuba como a aspirina e os antibióticos porque simplesmente Castro exporta para outros países como Nicarágua e Equador que prevalecem deles a cidade Cuban.Além disso, é muito mais barato comprar remédios no México e no Canadá do que nos próprios EUA. Os remédios feitos nos Estados Unidos são em média 25% mais baratos naqueles países. Com alimentos acontece o mesmo. Responsabilizar o embargo pela falta dos alimentos em Cuba é totalmente ridiculo: onde estão as viandas, os vegetais, porcos, galinhas e ovos que em Cuba ocorrem quase selvagens e que eram sempre abundantes em Cuba? Alimentos básicos não têm qualquer coisa a ver com o embargo. A resposta é simples: Fidel Castro e o sistema econômico centralizado que foi imposto a Cuba por Castro arruinou a economia de Cuba. Expropriaram-se todas as terras e fazendas de Cuba, porém as terras continuam não produtivas. O próprio ministro da agricultura cubano reconheceu que 25% da terra estão cheia do mato porque não é usada. Não é permitido aos trabalhadores rurais cultiva-las. Responsabilizar aos Estados Unidos e o embargo por aquelas deficiências não é nada mais que um slogan para iludir quem não conhece a realidade cubana.

O orçamento de Cuba atribui um média de 4 milhão dólares ao ano para a importação de remédios. A União Européia doa a Cuba aproximadamente 10 milhão dólares em remédios e alimentos, e os Estados Unidos, com seu “embargo” e tudo, doaram ao país aproximadamente $472 milhões em remédios nos últimos 10 anos. Com essas quantidades de doações os cubanos teriam quantidades suficientes para satisfazer suas necessidades, mas onde estão esses remédios?Procure-os nos hospitais para os estrangeiros que pagam os serviços médicos em Cuba em dólares e nos hospitais usados pela elite política (e onde a população não pode ser atendida). Nesses hospitais e clínicas há todas os remédios.Também podem-se ser encontrados nas lojas para estrangeiros em que se vende exclusivamente em dólares. 

 

 

MENSALÃO SOVIÉTICO SERVIU APENAS PARA CASTRO AUMENTAR A OPRESSÃO SOBRE O POVO

De modo que seria necessário manter o embargo?. Vejamos. De 1970 a 1991, Cuba receberam aproximadamente três bilhões de dólares ao ano de subsídios da União Soviética. Em todos estes anos, os cidadãos cubanos tiveram a oportunidade de comprar um par de sapatos por anos, mas nenhuma casa nova foi construída, nem mesmo o sistema de transporte coletivo foi melhorado, nem a livreta de racionamento foi abolida, e nem o padrão de vida da população melhorou. Então, nem com essa quantidade de bilhões de dólares que chegou às mãos de Fidel Castro não beneficiou em nada a população cubana. Ao contrário, foram usados apenas para reforçar o poder de Fidel Castro. Por exemplo: com esse dinheiro, Fidel criou o oitavo exército do mundo (imagine uma ilha de 110.000 quilômetros de quadrado e 10 milhões de habitantes com o oitavo exército do mundo!). Além disso, Castro torrou dinheiro em guerras na África, ou financiando a subversão na América Latina.

GUIA PARA NEGOCIAR COM CUBA

Interessante que o embargo econômico não inibe a venda de açúcar cubano no mercado internacional e tampouco os charutos Havana… Para charutos não há embargo… mas para produtos farmacêuticos há….. Para investidores estrangeiros aplicarem seu capital e lucrar em Cuba não há embargo. Aliás, o governo dá todas as garantias sobre propriedade intelectual, garantias de repactuação de capital e etc, como podemos verificar na própria página do governo cubano que se chama “Guia para NEGOCIAR EM CUBA”:  http://www.camaracuba.cu/BusinessCuba/BusinessCuba_Index_es.htm

O governo cubano faz business com os capitalistas internacionais, empresas multinacionais se instalam lá, dão lucros para o governo…e para isso não há embargo, mas para produtos farmacêuticos há… 

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Capitalismo é cooperativo

Posted by Kassia Tavares em fevereiro 17, 2007

[i]“O problema do Richard é que no modelo dele o funcionamento do mercado é bem azeitado então as alocações se dão de maneira ótima. “[/i] 

Pois eu acho que além desse problema, o modelo do Richard não leva em consideração que você tem a introdução de inovações tecnológicas, de processo produtivo, gerenciais e financeiras acontecendo a todo momento na economia, e toda inovação tecnológica gera uma ruptura nos equilíbrios de mercado, conforme demonstrou o Shumpeter. [i]“Para analisar você tem que sempre tender a equilibrar todos os mercados envolvido ou pelo menos n-1 mercados.”[/i] 

Mas acho humanamente encontrar um modelo que simule o equilibrio de todos os mercados. Olhem só, nós estamos olhando só para o mercado de apartamentos, porém, uma inovação que aumente a produtividade da oferta de imóveis, gera também uma diminuição na demanda que esse mercado gera sobre outros mercados, como os de cimento, aço para construção civil e etc. E com reduções na demanda nesses mercados adjacentes, teremos um deslocamento das curvas de oferta e demanda nesses mercados, o que não está sendo analisado aqui, mas necessariamente tem repercussões em toda a economia. 

[i]“O nível de produção e o preço são definido via mercado (preço x quantidade, oferta x demanda). Se uma empresa produz mais que a outra provavelmente é por questão de custo interno de cada empresa (pq?).”[/i] 

Acho que a questão principal que determina os níveis de produção é a quantidade de capital dos empresários donos das empresas. Quanto mais ele vai lucrando, mais ele vai investindo e aumentando sua produção. 

[i]“Se o cara consegue baixar os custos de produção (digamos, choque tecnológico) há um deslocamento na curva de oferta e chega-se a um nível de preços e produção diferente.“[/i] 

Exatamente. Mas além disso, esse mercado está integrando com outros mercados dentro na economia, e uma alteração nesse mercado, gera alterações de equilíbrio em outros mercados. De qualquer forma, é por isso que eu sustento que o benefício se espalha por toda a economia, por todos os cidadãos. Inclusive tem um conceito econômico para definir esse processo: SPILL-OVER (transbordamento). 

[i]No caso específico de somente uma empresa deter esse cara da redução de custos e, somente ele for o responsável pela redução, ela terá uma redução nos custos internos e aumentará a sua produção e provavelmente o market-share. Nesse novo arranjo as produções de cada empresa se alterarão. As outras empresas percebendo que o cara é genial, começarão a querer contratá-lo com um salário maior. E esse cara vai para onde pagarem mais.[/i] 

Correto! Só que aqui acontecem duas coisas no mundo real que não estão previstos nesses modelos teóricos. 1. A inovação que o cara gerou, vai se incorporada no processo produtivo da primeira empresa. Quando ele for para outra empresa, aquela empresa anterior já está trabalhando com o processo mais produtivo, então a empresa atual não terá o mesmo benefício, pois já haverá outra empresa atuando no mercado com o nível de produtividade mais alto. Então, estão vendo como o benefício vai se espalhando pela sociedade! O capitalismo é cooperativo! 

[i]“O processo vai então se reptindo indefinidamente, mas até quando? AS empresas vão aumentar o salário do cara até que, no limite o salário do camarada genial seja igual ao benefício pela redução do custo.”[/i] 

Isso não acontece de forma alguma! Não existe isso…mesmo porque o direito de propriedade da inovação gerada pelo genial dentro de uma empresa é da empresa, e não do cara. O máximo que ele consegue fazer, é ir para outra empresa e gerar novamente a inovação, porém, desde que a empresa anterior não tenha patenteado a inovação. Aí a coisa fica mais complexa, mas mesmo com a patente, logo surgem as cópias, e o benefício vai se espalhando… 

[i]“O grande problema é que no mundo real as coisas não acontecem bonitinhas assim. Então dessa forma os ganhos não são necessariamente transferidos para quem realmente os gerou. Por isso a gente que é genial sempre está na condição de “underpaid e overworked””[/i] 

Com certeza! 

[i]“o Marvin já explicou. No longo prazo (ou no equilibrio) toda produção q um fator adicional gera vai p/ esse fator, não fica como “lucro” da empresa, é justamente a concorrencia entre as empresas p/ abocanhar esse lucro q leva a esse resultado (aquele processo q eu descrevi).”[/i] 

Richard, acho que você está supondo que o direito de propriedade sobre a inovação é absoluto do cara que gerou a inovação. Só que o mundo real está muito longe disso, a propriedade é relativizada, mesmo porque seria impossível conseguir um direito de propriedade absoluto. Como se não bastasse, quando vc trabalha para uma empresa, o direito de propriedade do que você gerou é da empresa e não seu. 

[i]“Aquele componente de ganho da empresa q pode ser chamado mesmo de lucro será temporario, assim como o ganho com uma arbitragem só existe enquanto ela não foi completada ….. no longo prazo tdos os mercados são “arbitrados” como o robozinho ai falou (equilibrio geral). Isso significa, q a empresa no equilibrio só receberá a taxa de juros pelo seu capital, não terá lucro economico algum (todas as taxas de retorno sobre o investimento feito serão iguais e tanto faz ele produzir/investir em X, Y, Z, W e esse retorno será exatamente a produção adicional do seu próprio capital, seu fator, q será igual em tdos os setores (ou como os economistas chamam – a produtividade marginal do capital)”[/i] 

Tudo bem, porém esse seu modelo não leva em consideração um dado da realidade que é a constante introdução de inovações no processo produtivo. E essas inovações são decorrentes da competição de mercado. 

[i]“O q acontece é q sempre seus exemplos são situações de desequilibrio q serão arbitradas e assim geraram o equilibrio descrito acima (esse q se recebe exatamente pelo q adiciona a produção).”[/i] 

Exato! Só que no mundo real os mercados estão sempre em desequilíbrio, pois, como disse, existem introduções constantes de novas inovações, o que vai gerando aumento de produtividade global da economia e consequentemente enriquecimento da sociedade. 

[i]“vc tira a fotografia do inicio e depois vai embora achando q a paisagem permanece imutavel enquanto a coisa vai mudar pelo próprio processo de concorrência, pela própria vontade das empresas buscarem cada vez mais lucro tender p/ um equilibrio q vc está ignorando.”[/i] 

Como disse, acho que você se esquece que essas inovações são introduzidas constantemente na economia. 

 

[i]“Só discordo do Robozinho sobre essa idéia de q as coisas não se passam bem assim no mundo real. Alguém q produz R$60000o e ganha R$60000 ou ama o dono da empresa e não quer sair ou ta fazendo caridade (nos 2 casos pode-se dizer q economkicamente ele está consumindo um bem – no primeiro caso “amor”, no segundo “paz na consciencia” e pagando R$540000 q é exatamente o q ele está deixando de ganhar por não trocar de empresa). Pode-se discutir tbm sobre os agentes não terem a percepção correta das suas produtividades marginais, mas ai surge um outro mercado q ofertará algo capaz de estima-las com melhor precisão.”[/i] 

Aqui novamente a questão dos direitos de propriedade, que não são absolutos, nem mesmo com as patentes.

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A falácia da concentração de renda

Posted by Kassia Tavares em fevereiro 17, 2007

Eu penso que essa forma de calcular concentração de riqueza em bases puramente monetárias um baita equívoco. Você falar que 2% das pessoas do mundo controlam 50% da riqueza mundial é ridículo.

O que acontece nas economias de mercado é a migração natural de recursos monetários para os agentes que melhor os administram. O fato de uma pessoa possuir muitos bilhões de dólares, não significa que só essa pessoa de beneficia desses bilhões de dólares. É fácil demonstrar isso: vamos pegar o Bill Gates, que parece que tem US$40 bi em cash, no banco. Ora, é óbvio que ele nunca usará todos esses recursos, e só o fato desses recursos estarem no sistema financeiro, já está beneficiando toda a sociedade, dado que outras pessoas deficitárias em recursos poderão usar uma parte desses recursos, afinal, a função precípua do sistema financeiro é transferir recursos de agentes superavitários para agentes deficitários.

Então, tiremos o aspecto monetário da história. Ora, é óbvio que por mais rico que um indivíduo seja, ele não vai consumir muito mais comida do que outras pessoas. Ele vai dormir em apenas 1 (uma) casa, e andará sempre com um carro de cada vez…

Então, o que acontece é que 2% da população mundial administram 50% dos recursos mundiais, mas isso não significa que detêm 50% da riqueza. Eu sei que esse é um pensamento complexo, e acho que talvez não tenha conseguido transmitir o que penso…mas vou tentando…

Os esquerdinhas são fissurados em DINHEIRO!

Um dos grandes problemas dos esquerdinhas é serem excessivamente monetaristas. Eles são fissurados, fixados no dinheiro. Eles não têm consciência disso, mas o fato é que os esquerdinhas só olham para o lado monetário da economia, quando deveriam perceber que o que importa é o lado real da economia. Diagramas IS-LM neles!!!

Calcular desigualdade monetária é equivocado

Eu insisto que falar em desigualdade com base nessas estatísticas puramente monetárias é completamente equivocado. Essas estatístiscas mascaram a realidade completamente.
Exemplo prático.

Tem um amigo meu que mora num ap de 2 quartos num bairro nobre. O Ap dele vale 300K. A empregada dele, mora numa casa de 2 quartos, num bairro relativamente afastado. Essa casa vale 15K.

Os dois tem casa, com o mesmo número de banheiros, de quartos e etc. a casa da empregada é até maior que a dele, tem quintal e tudo o mais.
E aí? Segundo essas estatísticas, se vc somar o valor dos imóveis 300K + 20K, vai dar 320K. Aí o meu amigo deterá 300/320 = 94% da riqueza, e a empregada dele, 6% da riqueza.
Porra! Mas ambos tem casas, a pessoa que detém 6% tem uma casa até maior, só que num lugar menos valorizado! Mas o lugar tem água encanada, luz, telefone, asfalto e é servido por serviços públicos, como escola, transporte e etc.

Então, dá para falar que o nível de vida do meu amigo é 100 vezes melhor do que o da empregada? Não. Não dá! Os nível dele é um pouco melhor, vive num bairro melhor, demora um pouco menos para chegar ao trabalho e etc.
Só que se você faz a conta por aspectos puramente monetários, distorce completamente a realidade.

Pegue outro exemplo: um ap de 4 quartos no interior do paraná vc compra por….50k. Uma kitinete em NY custa U$ 3 milhões de dólares! Quem vive melhor? O cara que mora num ap de 4 quartos de 250m2 no interior de SP ou quem vive numa kitinete de 20m2 no centro de Manhattan? Pelo raciocício puramente monetário vamos fazer a conta.
kit em manhatam = US$ 3 milhões = R$ 6 milhões
ap de 250m2 no interior do paraná = 50K
Logo, 6.000.000/50.000 = 120 vezes.

Então a conclusão é que o cara que se espreme numa kit de 20 m2 em manhatam vive 120 vezes melhor do que o cara que mora num ap de 250m2 no interior de SP? Fala sério, né?
É por isso que essas estatísticas são completamente furadas!!!!

Essa reportagem abaixo está circulando em algumas comunidades…e aí os esquerdinhas falam que é a prova que o capitalismo concentra renda.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2006/12/061205_riqueza_dg.shtml

Eu defendo a tese que falar em desigualdade com base nessas estatísticas puramente monetárias é completamente equivocado. Essas estatístiscas mascaram a realidade completamente.

Vou dar um exmplo prático.

Uma pessoa mora num ap de 2 quartos num bairro nobre. O Ap dele vale 300K. A empregada dele, mora numa casa de 2 quartos, num bairro relativamente afastado. Essa casa vale 15K.
Os dois tem casa, com o mesmo número de banheiros, de quartos e etc. a casa da empregada é até maior que a dele, tem quintal e tudo o mais.

E aí? Segundo essas estatísticas, se vc somar o valor dos imóveis 300K + 20K, vai dar 320K. Aí o meu amigo deterá 300/320 = 94% da riqueza, e a empregada dele, 6% da riqueza.
Porra! Mas ambos tem casas, a pessoa que detém 6% tem uma casa até maior, só que num lugar menos valorizado! Mas o lugar tem água encanada, luz, telefone, asfalto e é servido por serviços públicos, como escola, transporte e etc.

Então, dá para falar que o nível de vida do cara é 100 vezes melhor do que o da empregada? Não. Não dá! O nível dele é um pouco melhor, vive num bairro melhor, demora um pouco menos para chegar ao trabalho e etc.

Só que se você faz a conta por aspectos puramente monetários, distorce completamente a realidade. Pegue outro exemplo: um ap de 4 quartos no interior do paraná vc compra por….50k. Uma kitinete em NY custa U$ 3 milhões de dólares! Quem vive melhor? O cara que mora num ap de 4 quartos de 250m2 no interior de SP ou quem vive numa kitinete de 20m2 no centro de Manhattan? Pelo raciocício puramente monetário vamos fazer a conta.
kit em manhatam = US$ 3 milhões = R$ 6 milhões
ap de 250m2 no interior do paraná = 50K

Aí faz a conta da concentração de renda: o cara que vive na kit: 6.000.000/6.050.000 = 99,2%, ou seja o cara que se expreme na kit de 20m2 detém 99,2% da renda, e o cara que mora no ap de 250 m2 no interior do paraná, 0,8% da renda.

Mas pergunte quem vive melhor? Tudo depende do ponto de vista, mas o cara que vive no interior do paraná não conveviverá com poluição, não enfretará transito…estará num imóvel 12 vezes maior, mais confortável! E pelas estatísticas monetárias, o cara que mora na kit em manhattam vive milhares de vezes melhor!!!!

Ou seja, essas estatísticas de desigualdade de renda são falaciosas.

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