Neoliberalismo

Liberdade para os povos

Sai o BNDES, entra a Bolsa de Valores

Posted by Kassia Tavares em fevereiro 26, 2007

O capitalismo brasileiro está realmente entrando numa nova fase. Uma fase muito mais moderna, menos cartorial, menos de conchavos, e de mais competência, de competição, de transparência, de mercado.

Já faz um bom tempo eu acho que o BNDES deveria ser extinto, pois é realmente interessante ver como é que o Estado brasileiro toma dinheiro emprestado numa ponta à Selic (hoje, em 13%) e empresta na outra a TJLP (hoje, em 6.5%).

Pois bem, com a redução dos juros, as empresas estão dando banana para o BNDES e migrando para a Bolsa de Valores, que é um processo muito mais saudável, inclusive por promover a distribuição de renda e a cultura do empreendedorismo e do investimento.

A notícia saiu no Estadão:

 

http://www.estado.com.br/editorias/2007/02/26/eco-1.93.4.20070226.13.1.xml

 

Empresas trocam BNDES pela Bolsa

Em 2006, companhias arrecadaram R$ 110 bi com a venda de ações, mais que o dobro dos desembolsos do banco

Marcelo Rehder

As empresas têm recorrido ao mercado de capitais como fonte de recursos de longo prazo para financiar atividades e investimentos numa freqüência jamais vista no País. No ano passado, o total captado pelas companhias chegou a R$ 110,2 bilhões, mais que o dobro dos desembolsos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O montante representa crescimento de 78,9%, se comparado aos R$ 61,6 bilhões de operações em 2005. Para este ano, a expectativa é de expansão de, pelo menos, 30%.

“O mercado de capitais já é hoje a maior fonte de financiamento das empresas brasileiras”, diz Raymundo Magliano Filho, presidente da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Em 2006, as companhias captaram R$ 69,5 bilhões por meio de debêntures, o que representou um incremento de 67,4% em relação aos R$ 41,5 bilhões de 2005, que já haviam sido recorde. As captações por meio de oferta de ações também bateram recorde no ano passado. As empresas captaram R$ 14,2 bilhões, mais que o triplo do ano anterior.

Além de fonte de financiamento, o mercado de capitais tem sido um fator determinante de sucesso para o desenvolvimento do País. Nesse sentido, houve uma mudança cultural no meio empresarial. “O empresário percebeu que sozinho já não se consegue fazer praticamente mais nada”, diz o presidente da Bovespa. “Quem quiser se desenvolver no mercado doméstico ou no exterior, precisa ter sócios, fazer parcerias.”

Mas o mercado de capitais não é opção para qualquer empresa. A começar pelo custo de abertura do capital, que não é barato. De acordo com bancos de investimento, para a estruturação da oferta pública de ações o desembolso varia de US$ 1 milhão a US$ 1,5 milhão. Os bancos cobram taxa de serviços que hoje gira em torno de 5% do valor total da captação. Além disso, a empresa precisa ter boa governança corporativa e obter lucros para distribuir dividendos aos acionistas. Do contrário, o preço das ações despencará e ela não deverá conseguir captar novos recursos.

“Os gastos inviabilizam o acesso da pequena empresa ao mercado de capitais”, diz Miguel Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). “Já para as grandes e médias empresas, o custo-benefício ainda representa um bom negócio.” Segundo pesquisa mensal da Anefac, a taxa média de juros cobrada pelos bancos nos empréstimos à pessoa jurídica estava em 4,19% ao mês em janeiro, o equivalente a 63,65% ao ano.

Para fugir do crédito caro e escasso, empresas de maior porte recorrerem ao mercado de capitais ou ao BNDES, que cobra Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), hoje em 8,75% ao ano, mais taxa de corretagem, que varia de 0,5% a 2% ao ano. A diferença entre um e outro é que as empresas podem captar recursos no mercado de capitais para financiar projetos que não se enquadram nas liberações do BNDES, como operações de fusão e aquisição de empresas.

A Lupatech, líder na produção e venda de válvulas para indústria de petróleo e gás captou R$ 452,7 milhões e fez algumas aquisições de empresas. Entre elas, estão as argentinas Válvulas Worcester, Esferomatic e Itasa, que juntas totalizaram US$ 64,6 milhões.

De acordo com o diretor de Relações com Investidores da empresa, Thiago Alonso de Oliveira, a Lupatech está em fase de conclusão de negociações para estabelecer parceria com a Cordoaria São Leopoldo, fabricante de cabos para ancoragem de plataformas de petróleo em águas profundas. Se o negócio for concretizado, nascerá uma empresa, que terá investimentos de R$ 80 milhões da Lupatech. Desde que abriu o capital, em maio do ano passado, as ações da Lupatech tiveram valorização de 62%.

MAIS SETE EMPRESAS

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) recorreu ao mercado de capitais para investir na expansão do negócio. A empresa de capital misto, que tem como maior acionista o governo de Minas, captou R$ 813 milhões em 2006, com a distribuição de mais de 30 milhões de ações ordinárias. Suas ações, desde o lançamento, tiveram valorização de 13,6%.

A Totvs, criadora e fornecedora de software de gestão empresarial, captou no mercado R$ 450 milhões. Desse total, destinou R$ 206 milhões para a compra de duas empresas de tecnologia, a RMS Sistemas e a Logocenter.

“As aquisições fazem parte da estratégia de crescimento”, diz o presidente da Totvs, Laercio Consentino. “Queremos fortalecer a posição de liderança.” Hoje a empresa tem mais de 50% desse mercado. Suas ações valorizaram 53% desde março do ano passado, quando abriu o capital.

O mercado de capitais segue em expansão. No mês passado, sete empresas obtiveram registro da Comissão de Valores Mobiliários para emissão de ações, contra cinco em igual período de 2006. Entre elas, Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário, Companhia Ferroviária do Nordeste e Tecnisa.

NÚMEROS

R$ 110,2 bilhões foi o total captado pelas empresas no mercado de capitais em 2006

30% de aumento é a expectativa para a expansão da captação de recursos para investimentos neste ano

 

R$ 69,5 bilhões foram captados no ano passado somente por meio de emissão de debêntures

 

R$ 14,2 bilhões foram captados em 2006 por meio de oferta de ações

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IDH de Cuba : mais uma falácia de Fidel Castro

Posted by Kassia Tavares em fevereiro 26, 2007

O IDH – Índice de Desenvolvimento Humano – foi criado para criar um padrão metodológico para efeito de aferição dos níveis de desenvolvimento humano das nações, tendo em vista que os indicadores baseados em estatísticas econômicas levam a distorções na análise.

Sendo assim, o único regime totalitário da América Latina – Cuba – aparece com frequencia à frente do Brasil e de outros países da América Latina no ranking anual feito pela ONU, tendo por base o IDH. Esse fato leva muitas pessoas a acreditarem que o “socialismo” cubano seria o responsável por tal desempenho. Nada mais falacioso, como veremos a seguir.

O IDH, apesar de ser um indicador “social”, tem a renda percapita como um dos componentes mais importantes. Ocorre, porém, que o valor de renda percapta utilizado para compor o IDH é a calculada pelo método PPP (Paridade do Poder de Compra). E aqui temos alguns graves problemas metodológicos que acabam por inflar o IDH cubano. 

Primeiro, não é segredo para ninguém que o PIB Cubano não é calculado com base nos padrões internacionais. Sabe-se que o país de Fidel Castro utiliza metodologias específicas, introduzindo serviços de saúde e educação no PIB, produzindo então sua elevação. Essas variações metodológicas, portanto, maculam e comprometem a comparação do PIB cubano em relação aos demais países. 

https://neoliberalismo.wordpress.com/2007/03/03/cuba-inventa-novo-metodo-de-crescimento-economico-mudando-o-calculo-do-pib/

O segundo aspecto é que a renda percapita de cuba entra no cálculo do IDH com sendo de mais de US$ 6.000,00 (seis mil dólares). Ora, esse número é um completo absurdo, tendo em vista que não se pode usar o método PPP (Paridade do Poder de Compra) numa economia fechada, e com taxa de câmbio arbitrada pelo governo! 

Para deixar isso claro, vamos observar que o salário de um médico cubano está na casa de US$ 20,00, o que dá US$ 240,00 / ano! Ora, então como é que podemos falar que o país tem renda percapita de US$ 6.000,00? Se os profissionais mais bem pagos em Cuba recebem anualmente um salário de US$ 240,00, como a renda percapita do país pode ser de US$ 6.000,00, ainda mais em um país que se vangloria de não ter desigualdade social?  O fato é que Esse nível de renda percapita, que é o informado pelo governo cubano, não sobre auditoria das instituições internacionais, e é esse aspecto que catapulta, de forma artificial, o IDH de Cuba para a 55ª posição no ranking mundial. 

O fato é que a ONU está estudando uma forma de mensurar com mais precisão o valor do PIB cubano, a fim de que os indicadores sociais desse país possam ser considerados e comparados com outros países, entretanto, podemos afirmar que o IDH de Cuba está muito atrás do IDH da maioria dos países da América Latina, pois a renda percapita de Cuba é uma das mais baixas da América Latina. 

 

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Criminalização do mercado de drogas e violência pública

Posted by Kassia Tavares em fevereiro 21, 2007

 Criminalização do mercado de drogas e violência pública

Um estudo da ESALQ verificou a correlação entre mercado de drogas ilícitas e violência, e constatou que é possível afirmar que o comércio ilegal de drogas é um dos principais responsáveis pela criminalidade brasileira.

Isso mostra que a solução do problema de segurança pública brasileira passa NECESSARIAMENTE por uma abordagem LIBERAL: apenas com a ampla, geral e irrestrita liberalização do comércio e produção de drogas no Brasil teremos uma solução plausível para o problema de criminalidade.

A tentativa de coibir, pela violência de Estado, o desenvolvimento de um mercado como o de drogas gera a violência, mortes e assassinatos, pois trata-se de uma estratégia SOCIALISTA! E, como toda medida socialista, gera miséria, violência e degradação da pessoa humana, além de violações dos Direitos Humanos!

http://www.cepea.esalq.usp.br/pdf/drogas_crime.pdf

[i]”O objetivo deste estudo foi investigar empiricamente e sob o enfoque econômico a influência do mercado de drogas ilícitas sobre a criminalidade dos estados brasileiros. Os resultados fornecem evidências empíricas que permitem dar sustentação para a hipótese de que a o mercado de drogas que se desenvolveu no país é um dos principais responsáveis pela alta criminalidade que atinge a sociedade brasileira.”[/i]

[i]”Os resultados indicaram que, quanto mais aquecido for o mercado de trabalho, menor será a criminalidade. Isso possivelmente ocorre devido ao efeito positivo de melhores condições no mercado de trabalho sobre o custo de oportunidade do crime.”[/i]

[i]”A hipótese de que o mercado de drogas implica criminalidade é plausível.”[/i]

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O benefício do agronegócio para o Brasil: aspectos macroeconômicos e sociais

Posted by Kassia Tavares em fevereiro 21, 2007

MST x Agronegócio: quem faz mais pelo Brasil?

http://www.cepea.esalq.usp.br/pdf/Cepea_Artigo_geraldo_JP.pdf

http://cepea.esalq.usp.br/tbt/?id_page=329

O estudo da CEPEA – Centro de Estudos Avançados
em Economia Aplicada – da ESALQ (Escola da Agricultura Luiz de Queiroz / USP), não deixa dúvidas: foi o liberalismo aplicado ao campo, apesar da destruição provocada pelo MST!

Segundo tal estudo, o sucesso da agricultura empresarial  derrubou os preços ao consumidor dos alimentos em 40% entre 1994 e 2005. Só esta queda tem um impacto fundamental na redução da SELIC e no melhoramento da vida das classes mais pobres. O barateamento da comida beneficia principalmente as classes C, D e , representando, em termos de transferência de renda, algo como R$ 1 trilhão, dinheiro apropriado diretamente pelos setores empobrecidos da população, e transformado em aumento de poder aquisitivo de bens e serviços.

Nenhum programa social do governo – nem mesmo o Bolsa Família,, foi tão poderoso para a melhora das condições de vida dos mais pobres que a oferta de comida barata, e isso só foi possível com a aplicação de muito liberalismo à agricultura, competição empresarial e busca pelo lucro das empresas de agronegócios. E o que fez o MST no período para ajudar a população pobre? Resposta: nada! Ao contrário, se não fosse o MST, provavelmente os pobres estariam em melhor situação ainda! A combinação de inventivos gerais para o aumento da produção com  desenvolvimentos de tecnologia aplicada fez mais pelo bem estar da sociedade que todo o dirigismo concebido pelos burocratas do governo.

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Sistema Tributário

Posted by Kassia Tavares em fevereiro 17, 2007

A falácia da regressividade da carga tributária

Por que os esquerdinhas falam que a carga tributária é regressiva?  Eles fazem a seguinte conta: Um cara que ganha 2SM, 700 reais, vai gastar a maior parte de sua renda em alimentação, cesta básica. Vamos supor que o preço da cesta básica seja 500 reais. Eles pegam todos os impostos indiretos que estão incidindo (ICMS, IPI, PIS/COFINS/CPMF) e falam que naqueles preços, 50% é imposto. Então se o cara ganha 700 reais, e gastou 600 de alimentação, e que nesses 600 reais, 300 são impostos, então, pronto, o cara ta com uma carga tributária de 45%!! Aí chovem as falácias visto que quem ganha 10 SM só pagaria 27,5%, que é o Imposto de Renda!!! Olha a imbecilidade desse conceito!!!??? Como se o cara que ganha 10 SM não consome nada, não é mesmo? Ou como se os produtos consumidos por quem ganha 10 SM não tivesse imposto!!!?? Eu sinceramente não sei como é que pode ter gente para dar bola para uma besteira dessas. Sem falar que, os itens da cesta básica tiveram seus impostos zerados, sobretudo ICMS, IPI, PIS/COFINS!!!! E quem começou com esse processo, e o único Estado que zerou tudo, foi SP, na gestão do Alckmin! 

“A engenharia macroeconômica que assegurou o relativo controle da inflação passou pela elevação do endividamento público, que assegurou a transferência de renda do setor real da economia para os detentores de excedentes financeiros, particularmente  capital bancário.” 

Nada disso. O que mudou com o Plano Real foi o padrão de financiamento do setor público. Até o Plano Real os desequilíbrios orçamentários, crônicos desde sempre, diga-se de passagem, eram financiados com o imposto inflacionário (leia-se emissão primária de moeda). A partir do Plano Real, que foi precedido e acompanhado de elevação da carga tributária, sim, o financiamento do setor público passou a ser feito pela via tradicional, ou seja, emissão primária de títulos públicos. Os motivos pelos quais o Estado não consegue reduzir seus gastos primários podem ser debatidos em outro tópico. 

De qualquer forma, eu já conheço bem essa tese de que a carga tributária é regressiva por conta dos impostos indiretos. Ocorre que ninguém ainda consegue definir direito o que é “carga tributária”. O mais comum é pegar a arrecadação e dividir pelo PIB. É o que mais se faz. Outros dizem que o correto é avaliar as alíquotas e verificar, caso não houvesse sonegação, qual seria a participação dos tributos no PIB. Segundo tais cálculos, seria maior do que 60% do PIB com os atuais impostos.  Finalmente, eu estou questionando não é o fato da incidência tributária via impostos indiretos ser maior ou menor do que os segmentos de maior renda (de fato, para quem ganha até 2 SM, se o nível de tributação indireta sobre o consumo é de 40%, então ele estará pagando 40% de carga tributária). O que eu estou sustentando é que a arrecadação tributária oriunda desse segmento é minoritária frente a arrecadação total. (Se não o fosse, como é que você pode dizer que a massa salarial corresponde a 29% do PIB e a carga tributária de 40%? Nem se todos os trabalhadores contribuíssem com 100% de sua renda daria os 40%).  O que eu estou dizendo é que:

  1. A grande parte da arrecadação tributária, mais de 80%, provêm dos 20% mais ricos da sociedade.
  2. Essa carga tributária é direcionada principalmente para os 80% mais pobres, visto que são eles que usam os sistemas públicos de saúde e educação, além de receberem os tradicionais programas de transferência de renda (Bolsa Família, etc).
  3. Esse processo se reproduz também na transferência de renda dos Estados mais ricos da Federação (pagadores líquidos de impostos) para os Estados mais pobres, via Fundo de Participação dos Estados e Municípios.

Conclusão: O SISTEMA TRIBUTÁRIO BRASILEIRO TRANSFERE RENDA DOS MAIS RICOS PARA OS MAIS POBRES. ENTÃO, NÃO DÁ PARA SUSTENTAR QUE O SISTEMA TRIBUTÁRIO BRASILEIRO É REGRESSIVO!  

Ainda o estudo da Unafisco se esquece que Imposto de Renda Pessoa Física no Brasil arrecada por volta de R$ 30 Bilhões por ano, mesmo com alíquota de 27,5%. É mais ou menos o que arrecada a CPMF, com sua alíquota de 0,38%, porém cumulativa em toda cadeira produtiva. A arrecadação tributária federal é da ordem de R$ 360 bilhões, portanto, eu gostaria de saber qual o milagre que tem que ser feito, para que, partindo de impostos diretos, possamos manter o mesmo padrão de financiamento? 

E olha que acho que está errado. Em qualquer país do mundo, o investimento e o capital são fortemente desnonerados, e o trabalho é fortemente taxado, exatamente para estimular o empreendedorismo e etc. Aqui no Brasil temos um nível de tributação sobre o Capital quase que similar aos rendimentos assalariados, e esse é um dos causadores de nosso subdesenvolvimento. Parece que o cara sugere que devemos radicalizar esse processo, o que nos levaria mais e mais para a miséria. A piada é que ao tributar o capital, você está aumentando a carga tributária indireta, ou seja, aumentando ainda mais a divergência que ele mesmo está combatendo. Ou então ele está querendo criar um novo tipo de contribuinte pessoa jurídica, que ainda não foi descoberto em nenhum lugar do mundo, que não transfira tal imposto para os preços dos bens e serviços que está produzindo. 

No capitalismo, os ricos são explorados pelos pobres.

Esse processo ocorre em decorrência do sistema tributário, que transfere renda dos ricos para os pobres, pois trata-se de um sistema fortemente progressivo, ou seja, tributa mais quanto mais alta a renda do cidadão. A grande parte da arrecadação tributária, mais de 80%, provêm dos 20% mais ricos da sociedade.

2. Essa carga tributária é direcionada principalmente para os 80% mais pobres, visto que são eles que usam os sistemas públicos de saúde e educação, além de receberem os tradicionais programas de transferência de renda (Bolsa Família, etc).

3. Esse processo se reproduz também na transferência de renda dos Estados mais ricos da Federação (pagadores líquidos de impostos) para os Estados mais pobres, via Fundo de Participação dos Estados e Municípios.Conclusão: O SISTEMA TRIBUTÁRIO BRASILEIRO TRANSFERE RENDA DOS MAIS RICOS PARA OS MAIS POBRES. 

Impostos indiretos

É fato que dos 700 bi de reais arrecadados de impostos no Brasil, mais de 85% disso provém das classes média e média alta. E que esses recursos são usados para custear principalmente Saúde, Educação e Previdência, além das máquinas públicas. A conclusão é: os mais ricos custeiam os serviços públicos oferecidos aos mais pobres, visto que as classes média e média alta usam escolas e sistemas de saúde privados!  Mas, como se não bastasse, o fato é que eu não sei com base em quê que algumas pessoas falam  que quem ganha 2SM tem incidência tributária maior. Isso outra balela. Sabe porque? Porque os caras pegam os impostos incidentes sobre a cesta básica e falam: o cara que ganha 2SM paga 50% de imposto, porque os preços que ele está pagando na cesta básica tem impostos embutidos. Então, se o cara ganha 10SM, como o custo da cesta básica se mantém constante, então falam que ele está pagando menos imposto. Olha que raciocínio mais oblíquo e ridículo. Por vários motivos: Se alguém ganha 10 SM e paga escola particular ou planos de saúde particulares, está fazendo porque os serviços públicos (que são oferecidos com a grana dos impostos deles) são de péssima qualidade. Além disso, existem impostos embutidos nos preços das escolas privadas e dos planos de saúde também. Se o cara compra um carro, vai pagar altos impostos. Se faz uma viagem, idem, vai pagar imposto. Então, o raciocínio que sustenta essa idéia ridícula que é que só cesta básica tem imposto, e que todos os produtos consumidos por quem ganha mais de 2SM não tem imposto!!!! Eu gostaria de saber, então, de onde vem 85% da arrecadação tributária nacional se é desse pessoal que vem a grana? Depois, essa questão de incidência de impostos indiretos é um dado da realidade, como é que o cara vai saber se aquele pãozinho francês que foi produzido vai ser consumido por alguém que ganha, 2…3…10..ou 50 salários mínimos? Enfim, esses caras adoram fazer elocubrações sobre o fato de que quando você solta um ovo de uma altura de 10 metros, ele cai e se espatifa no chão. Aí eles ficam remoendo e remoendo, tentando descobrir porque o o ovo caiu…como poderia fazer para o ovo não cair…uns chegam a sugerir que se deveria fazer uma Lei proibindo o ovo de cair. É isso que eles fazem.  Sendo assim está provado de onde vem os impostos e te mostrei os custos dos serviços públicos inclusive do Bolsa Família, que tem orçamento mais de 20 vezes inferior ao da Previdência e umas 7 vezes menos do que a Saúde. Educação, então, é o mais caro e distribuído entre asa três esferas então é covardia. Só que o “economista” parece que não tem a mais vaga noção de números orçamentários brasileiros, visto que fala que o gasto com o Bolsa Família, que representa 0,5% do PIB, mudou o nível de regressividade do gasto…..ou seja…Estado gasta 40% do PIB, e até então não era regressivo. Depois que colocou o Bolsa Família, que é de 0,5% do PIB, passou a não ser mais!!!?????

Fonte das informações

http://www.receita.fazenda.gov.br/Arrecadacao/default.htm 

É importante as pessoas saberem pegar dados e tirar suas próprias conclusões. Aprender a pensar com sua cabeça, e não com a dos outros. Aprenda a pensar criticamente sobre o que é jogado sobre você e que você sai repetindo como um papagaio.Se continuar apenar repetindo como um papagaio as opiniões furadas dos outros, vai continuar passando vergonha.  

Fontes das informações:

Dados precisos e atualizados da arrecadação tributária (IRPF, IRPJ, PIS, COFINS, CSLL, IPI, CPMF) federal 

http://www.receita.fazenda.gov.br/Arrecadacao/default.htm

Dados precisos e atualizados sobre arrecadação tributária estadual

http://www.fazenda.gov.br/confaz/boletim/

Vá em “Valores Correntes” no canto superior direito da página e obtenha tudo sobre arrecadação de ICMS, IPVA, ITCD, entre outros.

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Privatizações FHC III

Posted by Kassia Tavares em fevereiro 17, 2007

Primeiro nao acho conveniente a postulacao Kelseniana,acho que é a unica que permite uma autonomia metodologica ao Direito.Obviamente adoto esses postulados com a necessaria revisao ocasionada pelo avanco da semiotica e da logica juridica ,a par das contribuicoes de Bobbio,outro Kelseniano.Primeiramente vou m abster de comentar sobre Kelsen, porque só conheço muito superficialmente. 

Sobre modelos de Estado, porém, tenho algumas considerações a fazer. As Agências Reguladoras não são autarquias como as demais. Até a Constituição as define como “autarquias especiais”. Existem muitas diferenças: mandatos fixos dos diretores, obrigatoriedade de transparência e fundamentação nas decisões, precedência das Consultas Públicas, reuniões do Conselho Diretor abertas ao público, obrigatoriedade de introdução de ouvidorias (para saber o que o distinto público está achando da brincadeira), radicalização do princípio da publicidade (com obrigatoriedade de divulgação dos relatórios dos Conselheiros que fundamentam os votos), aprovação prévia pelo Senado dos nomes dos Conselheiros, independência financeira em relação ao Executivo, mandatos com prazo determinado, entre muitas outros aspectos. Além disso, os funcionários deveriam ser contratados pelo estatuto do “Emprego Público”, vinculado à CLT, mas isso caiu, muito por culpa do PT, que acabou fazendo prevalecer sua visão corporativista junto ao Poder Judiciário.  Podem não o ser modelos gerenciais puro, mas estão, na minha opinião, anos luz de distância do modelo autárquico convencional. Concordo que o modelo burocrático-weberiano é ainda fundamental e insubstituível em determinados pontos do Estado, como Adminstração Tributária e Policial, Sistema Judicial, e etc. Mas a Educação Pública e Saúde Pública, por exemplo, poderiam muito bem migrar para o modelo gerencial com grandes ganhos para a sociedade, mas o PT não quer, o que prejudica principalmente as camadas de menor renda que são usarias desses sistemas.
Alguns segmentos do PT se colocaram sim contra as Agências Reguladoras. Introduziram a politização nelas, mas acho que é mais por completa ignorância e desinformação acerca desses princípios modernos de administração pública. Acho que estão aprendendo.
 

Com relação à concessão e privatização, é verdade que são conceitos distintos. De fato ocorreu concessão do serviços de telefonia, e privatização da estrutura de exploração desses setores. Porém, não sei se “privatização” da Telebrás seja o termo adequando, tendo em vista que a introdução dos chamados “bens reversíveis” que continuam sendo públicos e não integram os ativos permanentes das empresas. Isso torna possível que, caso a Telefônica de Sp, por exemplo, falir, o sistema de telefonia por ela administrado continua funcionando normalmente sem prejuízos para as pessoas. No caso da Vale acho que é similar, pois o que foi privatizada foi a estrutura de exploração do minério, e não o minério, como muitos petistas, ignorantemente, acreditam.   Realmente existe muita desinformação nesses assuntos. O problema do petismo é que eles continuam, em sua maioria, desinformados. E isso é um atraso para o País. Em relação aos questionamentos sobre o modelo adotado no governo FHC, sobre o preço de venda. Vamos ver. A Telebrás foi vendida por mais de US$ 39 bilhões, considerada a maior privatização do mundo até hoje. Verifique que a União tinha apenas 27% do capital da Telebrás, e 51% do controle acionário. A Vale tinha valor de mercado de 10 bilhões de dólares, e o governo vendeu o controle acionário e a menor parte do capital de que era titular por US$ 3,3 bilhões. Todos foram processos exaustivamente investigados pelo meio político, pelo Poder Judiciário e pelo Ministério Público da União. Todos os processos foram arquivados. Então, eu pergunto, o que mais se pode questionar? Sobre os fundos de pensão de estatais que participaram das privatizações, lucraram enormemente com esse processo, e o governo ainda manda neles. Então, não sei como é que fica esse tipo de questionamento? Na minha opinião, estão totalmente desconectados dos fatos. Se alguém apresentar um fato sobre o assunto, talvez pudéssemos debater. Até agora não apareceu.

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Porque precisamos de neoliberalismo

Posted by Kassia Tavares em fevereiro 17, 2007

Outro dia estava debatendo com um esquerdinha sobre a questão da divida externa dos países do terceiro mundo, suas causas, conseqüências entre outros aspectos. Acho que este é um debate pertinente, pois a correta compreensão da formação da dívida externa brasileira, e dos países do terceiro mundo, é importante para colocar um pouco de razão no debate sobre essa questão.

 

A verdade é que a nossa dívida externa ocorreu em decorrência do aumento das taxas de juros nos EUA após a eclosão da revolução islâmica no Irã, no final da década de 70.

 

O interessante, como vocês poderão verificar ao longo do post é que o esquerdinha insiste em falar que as taxas de juros nos EUA subiram durante o governo Reagan (o esquerdinha queria dizer que o governo Reagan, neolibral, portanto, malvado, estava trabalhando com juros altos para oprimir o povo e dar dinheiro para os banqueiros….). O mais interessante é que o esquerdinha continua sustentando essa tese mesmo depois de confrontado com os gráficos da Prime Rate declinantes do governo Reagan.

 

 

Esquerdinha: [i]”Não se pode falar de queda sustentada da taxa de juros quando ela foi mantida de forma sustentada durante os governos Reagan nos níveis médios da crise do petróleo de 73/74, quando os neoliberais se emplumaram todos para dizer que as políticas keynesianas “não funcionavam”.”[/i]

 

Eu: A não ser que você queira brigar com os fatos, pode-se sim falar em queda sustentada das taxas de juros nos EUA durante o governo Reagan. Isso está exposto tanto no gráfico quanto nesta tabela (http://mortgage-x.com/general/indexes/prime.asp). E os fatos mostram que o governo Reagan pegou a taxa de juros em 20% ao ano e ela veio declinando até 10% ao ano no final do governo dele. A não ser que você queira mudar o entendimento da palavra “queda”, o que se viu foi uma “queda” das taxas de juros.

 

Uma outra curiosidade seria o uso do termo “neoliberais” em 73/74, e mais curioso ainda é falar que os “neoliberais” falavam que as políticas keynesianas não funcionavam. Primeiro, a política fiscal do Reagan, durante seu mandato, na década de 80, é de cunho keynesiano. Segundo. Nunca ouvi falar que políticas keynesianas “não funcionam”. É óbvio que funcionam, pegue qualquer modelo macroeconômico keynesiano e verifique que aumentando-se “G” você tem aumento de “Y”. O que se discute não é se elas funcionam ou não, é consenso, inclusive matemático, que elas funcionam, mas se outro tipo de política poderia eventualmente funcionar melhor. Curiosamente, o governo Clinton, adotou uma política fiscal não keynesiana, de forte contenção de gastos públicos, e exatamente durante o governo dele os EUA experimentaram seu maior crescimento econômico no pós-guerra.

Esquerdinha: [i]”Que você concorde comigo que “a escalada da dívida externa brasileira foi resultado das políticas de juros consistente e sustentadamente praticadas pelos governos Reagan” (e o governo Carter produziu um efetivo rebaixamento da taxa de juros para os níveis anteriores ao dos choques do petróleo de 73/74) significa, como conclusão corolária, que o nível de endividamento externo brasileiro não foi obra deliberada dos governos militares (já que o maior percentual dos empréstimos tomados a partir de 78 destinavam-se à rolagem da dívida).”[/i]

 

Eu: Não. Eu não posso concordar com você porque eu não posso brigar com os fatos. O Brasil, e a maioria dos países do terceiro mundo, se endividou fortemente no período subseqüente à segunda crise do petróleo em contratos pós-fixados indexados à Prime Rate. E os fatos e o gráfico e a tabela que eu já citei me mostram que quem elevou as taxas de juros dos EUA de níveis de 7 a 8% para 20% foi o governo Carter, e não o Reagan, que as trouxe de volta para patamares de 9%..10%! De qualquer forma, falar em níveis de taxas de juros
em governo Carter ou Reagan é inapropriado, tendo em vista que o FED é uma entidade independente e a política monetária dos EUA não é definida na Casa Branca.

Entretanto, se mesmo com os fatos você insiste em dizer o contrário, não posso fazer nada, mas o debate parte para outro campo, que não o da ciência e da história. Talvez o da culinária, ou da ficção, talvez.

 

Esquerdinha: [i]”Pode-se até dizer que foi obra de uma política econômica temerária, o que é o mesmo que não dizer nada, porque o dinheiro internacional era barato desde o final da Segunda Guerra, e financiou parte substancial do crescimento econômico europeu e japonês.”[/i]

 

Eu: Uma coisa que você ainda não percebeu é que eu não estou criticando os governos militares. Nem o comparando com o governo do FHC, mesmo porque acho impossível esse tipo de comparação, são momentos históricos distintos, outro tipo de contexto, econômico, tecnológico, político e social.

Esquerdinha: [i]Com isso, o argumento de que os governos militares legaram ao Brasil uma dívida externa impagável cai por terra se não forem considerados os condicionantes externos.[/i]

 

Eu: Eu nunca falei isso. Aliás, nunca achei a dívida externa brasileira impagável, sobretudo em termos econômicos. O fato, porém, que a dívida externa brasileira, inflada pelos juros do governo Carter, gerou alguns problemas de ordem financeira, que se refletiram no aspecto econômico. Mas, do ponto de vista econômico, nunca foi impagável.

 

Esquerdinha: [i]”Essa mesma dívida externa que se tornou catastrófica por conta das políticas neoliberais dos governos Reagan financiou a modernização do parque industrial e da infra-estrutura produtiva brasileira, ao custo de arcar com todos os riscos da expansão da fronteira industrial.”[/i]

 

Eu: Políticas neoliberais do governo Reagan? Com expansão dos gastos públicos? Isso é neoliberal, agora? Não sabia.

 

Esquerdinha: [i]”Depois de corridos todos os riscos e arcados todos os custos, fica realmente muito fácil pedir pra distribuir os ativos a preços sub-avaliados, porque tudo que o empresariado privado sabe fazer é predar. No fim das contas vemos que o sacrifício da dívida externa brasileira serviu para a canalha neoliberal (tucana incluída) montar seu esquemão de privatização, com direito a Banestado e outros penduricalhos.”[/i]

 

Eu: Para ficar apenas no sistema Telebrás, vemos um resultado final de mais de US$ 30 bilhões.

http://www.bndes.gov.br/privatizacao/resultados/federais/telecomunicacoes/fedtelec.asp

Se isso é sub-avaliado, então mais sub-avaliado estão agora, dado que tais empresas valem menos do que isso no mercado acionário.

 

Agora, eu realmente gostaria de saber o que você está defendendo. No começo era que o governo Reagan subiu juros, e que isso quebrou o Brasil e financiou a corrida armamentista contra a ex-URSS. Foi demonstrado que o governo Reagan diminuiu os juros e que os países do 3º mundo entraram em default, portanto não puderam financiar nada. Depois, a comparação do governo militar com governo FHC.

 

Afinal, qual sua tese? A de que os tucanos são malvados e os milicos e os petralhas bonzinhos? Então tá. Vamos debater futebol, então!

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FHC excepcional

Posted by Kassia Tavares em fevereiro 17, 2007

FHC foi excepcional. Trata-se do mais importante presidente da República que o Brasil jamais teve. Foi FHC que criou as bases de um capitalismo incipiente no Brasil. Antes de FHC tínhamos quase um socialismo no Brasil, com o Estado controlando quase 70% do PIB! Um país no qual o Estado controla praticamente toda a economia, obviamente que capitalista não é.

 

O que fez o FHC durante sua gestão não é brincadeira. Em 8 anos mudou o Brasil definitivamente, passamos a ter uma economia de mercado. Ainda precisamos avançar em muitos aspectos, sobretudo em melhoria da eficiência do Estado. Precisamos promover mais privatizações, como Petrobrás, Banco do Brasil, CEF, entre outras. Mas a verdade é que o que foi feito durante a sua gestão mudou para melhor, para muito melhor, o Brasil.

 

Reforma do Estado; criação das Agências Reguladoras; privatização de milhares de estatais; reconhecimento de esqueletos que existiam no Estado e não apareciam na dívida pública (só no BB foram 12 bilhões de dólares);

 

Privatização de TODOS os bancos estaduais!!!!!

 

Não podemos nos esquecer, NUNCA, que só no BANESPA foram quase 40 bilhões de dólares! Será que alguém faz idéia do que aconteceria com o Brasil caso o BANESPA quebrasse? A quebra de um banco muito menor e menos representativo levou à Crise da Bolsa de Valores de Nova York, em 1929!

 

Privatização da CVRD – Vale do Rio Doce

 

O que é a CVRD hoje? A maior mineradora do mundo! Gera 4 vezes mais empregos – só os diretos – do que quando era estatal.

 

Privatização da EMBRAER

 

A EMBRAER é, hoje, a maior fabricante de aviões regionais do mundo!

 

Modernização do sistema de telecomunicações

 

Hoje temos 100 milhões de telefones celulares no Brasil graças a quebra do monopólio estatal de exploração de telecomunicações. Será que alguém se lembra que um telefone custava 4 mil dólares em SP, e demorava 6 anos para ser instalado!

 

Lei de Responsabilidade Fiscal

 

É incomensurável os benefícios dessa Lei para o Brasil.

 

Ruptura

 

O Fernando Henrique pode ser caracterizado como um presidente de ruptura, assim como o foi Getulio Vargas. GV rompeu com um modelo de Estado e de País, implantou outro modelo. FHC rompeu com a era Vargas, colocou outro tipo de Estado em seu lugar.

 

E o Lula?

 

O Lula está aí apenas administrando o caixa, nada além disso. Não promoveu mudança nenhuma na estrutura produtiva brasileira.

 

FHC vai ficar para a história! Sensacional o que ele fez! Ainda mais se consideramos que todas as mudanças foram feitas em plena vigência da Democracia e do Estado de Direito.

 

Não é possível comparar FHC e Lula

 

FHC pegou o Brasil com uma inflação de 84% ao mês; com rombos e esqueletos em tudo quanto era lugar no Estado; com o BB, a CEF, Petrobrás e Telebrás falidos! O país havia retomado o pagamento dos compromissos externos fazia menos de 1 ano do Plano Brady!

 

Em 8 anos ele transformou o Brasil numa economia que quando se baixa os juros a economia cresce, e quando os eleva, a inflação cai. Deixou um país no qual o Estado não precisa fazer nada e não atrapalhar, que a economia cresce sozinha, gerando empregos e renda.

 

8 anos depois temos empresas estatais lucrativas, como BB, CEF e Petrobrás!

 

Não adianta querer comparar governo Lula x FHC com números. Daqui a pouco os petralhas vão falar que o Lula é melhor porque nunca existiram tantos brasileiros no Brasil quanto hoje! Vamos falar sério, né?

 

O fato é que durante o governo FHC houve uma ruptura paradigmática. Saímos do Estado da era Vargas e entramos num modelo de Estado mais moderno e sintonizado com a globalização.

 

O que fez o Lula além de discurso? Não tem como comparar um governo com o outro. E falo mais, se fosse FHC ou Serra no lugar do Lula, o Brasil estaria crescendo 5..6% ao ano.

 

Os esquerdinhas emulam um comportamento do presidente, que tem complexo de inferioridade em relação ao FHC. Podem ver como o FHC se diverte com isso: vive soltando declarações na imprensa, logo em seguida o Lula fica bravinho.

 

Divida mobiliária

 

Como é que saímos de uma situação de imposto inflacionário de 80% ao mês para 1% ao mês? Tirando dinheiro de onde?

Os 12 bilhões de dólares que foram investidos no BB vieram de onde?

E os 8 bilhões na CEF?

E os bilhões que foram investidos na Telebrás para permitir que fosse vendida?

E o rombo de 34 bilhões de dólares no Banespa?

De onde vinha a inflação senão de emissões monetárias para cobrir rombos do Estado que nem se fazia idéia de onde saiam?

 

Nunca ouviu falar de esqueletos? Acesse esta página aqui:

 

http://www.emgea.gov.br/portalEmgea/montaPaginaPrincipal.do;jsessionid=1E1BFD26027822349C9F2F708E2A4021

 

 

Antes de FHC tínhamos um Estado que saia dinheiro por tudo quanto é rombo, inclusive bancos estaduais, que financiavam governadores populistas e depois vinham com chapéu para o BC pagar! Como o Banco Central cobria o rombo? Simples: emitindo moeda! Depois não sabem porque havia inflação!

Tínhamos um BB que só dava prejuízo!

Tínhamos uma Telebrás cujas tarifas eram usadas para controlar a inflação!! (acho que eles não sabiam que inflação se controla com política monetária pelo Banco Central, e não por empresa de telefonia!)

Tínhamos Estados e municípios quebrados que gastavam muito, muito mais do que arrecadavam!

Como financiava tudo isso? Imprimindo dinheiro: o que dava a inflação!

 

A situação do Estado brasileiro era infinitamente mais catastrófica que a do Estado Argentino, porém, o nosso governo FHC foi muito mais competente que o deles para lidar a mudar o estado de coisas aqui! A Argentina foi para o buraco! O Brasil não foi, mesmo tendo uma situação muito pior!

 

Na Argentina, mesmo tendo situações fiscais e sociais infinitamente melhores que as brasileiras, a barbeiragem dos governos lá levou a queda do PIB de 16% em 2002, e de 18% em 2003!!! Aqui nunca tivemos que passar por isso!

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Privatizações FHC II

Posted by Kassia Tavares em fevereiro 17, 2007

[i]“das privatizações criminosas e financidas com o dinheiro do BNDES?”[/i] 

Eu não. Aliás, você também não, porque se não fosse a privatização você não estaria aqui fazendo campanha para governo metido até o pescoço
em corrupção. Até 98 o Brasil tinha 12 milhões de telefones fixos. Hoje tem 60 milhões. Antes, 1 milhão de celulares, hoje, 90 milhões. Antes, comprar um telefone custava até 10 mil dólares,
em SP. Hoje, custa 170 reais e você pede de manhã, eles instalam a tarde. E ainda tem umas 5 empresas concorrendo.

[i]”dos bilhões do PROER?”[/i] 

Os bilhões do PROER foram oriundos da reserva de redesconto do BC, ou seja, dinheiro dos próprios bancos. Teve, porém, 20 bilhões do tesouro que foram para os bancos, sim. 12 bilhões para o BB e 8 para a CEF. Ambos estavam falidos. Hoje dão lucros e mais lucros.
[i]”da compra de votos para a reeleição?”[/i]
 

Você tem alguma prova? Não sei porque um governo iria comprar voto para aprovar uma emenda que tinha aprovação da maioria da sociedade, dos governadores e prefeitos? 

[i]“do escândalo SIVAM/SIPAM?”[/i] 

Que escândalo? O SIVAM está aí e possibilita o Brasil tomar conta da Amazônia.
[i]”do escândalo SUDAM/SUDENE?”[/i]
 

Qual? Aquele do Jader Barbalho, o qual, por sinal, o Lula beijou a mão na semana passada? De fato, existia corrupção, então o FHC fechou a SUDENE. Acabou com a corrupção.
[i]da epidemia de dengue com 200 mil casos?[/i]
 

No Rio, é? E quem era o responsável? Ah sei..o governo estadual… 

[i]do envolvimento do Juiz Lalau com a tucanada?[/i] 

Que tipo de envolvimento? Aquele que envolvia do Eduardo Jorge? Aquele que o José Dirceu pediu desculpas publicamente? Aquele que está ganhando todas as causas na Justiça por danos morais? Aquele que está fazendo o procurador Luiz Francisco ficar com seu cargo a perigo, pois está sofrendo processo na PGR pelo Eduardo Jorge? 


[i]da festa dos bancos Marka e FonteCindam?[/i]
 

Que o FHC demitiu no mesmo dia o presidente do BC? O Francisco Lopes, ao contrário do Lula, que mantém em seu ministério e em seu palanque pessoas denunciadas por corrupção? 

 

[i]da quebra do painel do Senado?[/i] 

O que o FHC tem com isso? Senado é poder legislativo. O FHC era o chefe do Executivo. Aprende, ta? 

[i]do APAGÃO?[/i] 

Que apagão? Teve apagão? Não. Não teve. O governo gerenciou a crise para que não tivesse o apagão. 

[i]que a dívida que saltou de US$61 para 750 BI?[/i] A dívida pulou de 61 para 600. O Pib pulou de 350 bilhões para 700 bilhões. A inflação caiu de 80% ao mês para 5% ao ano. A relação dívida PIB ..faz a conta aí..E mais. O Lula pegou a dívida em 600, e já está em 1 trilhão!!!!! 

[i]da menor taxa de crescimento da história republicana?[/i] 

Não. Essa é do Lula mesmo.

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Privatizações FHC

Posted by Kassia Tavares em fevereiro 17, 2007

[i]“Não compartilho de maneira nenhuma do mito de que as privatizações eram necessárias, porque não eram; e os dividendos que o Estado podia captar justifica isso. A única coisa que justifica cegamente as privatizações é um dogma: o dogma neoliberal de que os mercados devam ser “flexibilizados” em favor da circulação financeira.”[/i] 

Você falar que não eram necessárias, é simples. Mas será que não eram necessários R$ 170 bilhões em investimentos no setor de telecomunicações, a fim de permitir a universalização do serviço de telecomunicações? Será que caberia ao Estado de São Paulo tirar dinheiro do orçamento público para construir a 2ª pista da Imigrantes, que foi feita inteiramente com dinheiro privado? Será que o Estado teria os bilhões de dólares que foram investidos na Vale para torna-la essa empresa que é hoje? Será que o Estado teria os bilhões de dólares que foram investidos na EMBRAER, e que a transformaram na 4ª maior empresa aérea do mundo? Será que o Estado teria bilhões de dólares que foram e estão sendo investidos em estradas e ferrovias privatizadas? Não parece que teria, porque os hospitais públicos estão em petição de miséria. As escolas públicas também não parecem vivem
em abundância. Se nem para esses setores básicos (saúde e educação) há dinheiro, então será que teria dinheiro para investir em estradas, em ferrovias, em infra-estrutura de telecomunicações, em fabricação de aviões?  Pode ser que não fosse necessárias, mas isso significa que deveríamos aceitar que apenas uma pequena parcela da população tivesse acesso a telefone, e que o mesmo custasse 10 mil dólares e demorasse 6 anos para ser instalado. Que não existisse a 2ª pista da Imigrantes. Que não se faça a linha 4 do metro de São Paulo, mesmo sabendo que a população vai pagar rigorosamente a mesma tarifa. Que as estradas sejam todas esburacadas, ou mesmo que não existam estradas. Que as ferrovias ficassem sucateadas. Essa é a questão. Falar que não concorda que não sejam necessárias é fácil. Difícil é propor uma alternativa, coisa que até agora eu não vi. Falar platitudes sem fundamento é fácil, difícil é propor soluções….afinal, cadê as alternativas? A alternativa, pelo que eu sei são telefones a 10 mil dólares, estradas esburacadas, ferrovias sucateadas, e menos investimento ainda em áreas sociais. E daí? Vamos continuar com a demagogia?
 

 

A única coisa que justifica cegamente as privatizações é um dogma: o dogma neoliberal de que os mercados devam ser “flexibilizados” em favor da circulação financeira. 

[i]A única coisa que justifica cegamente as privatizações é um dogma: o dogma neoliberal de que os mercados devam ser “flexibilizados” em favor da circulação financeira.”[/i]

Como esse cara é criativo! Inventou agora um “dogma” neoliberal! Então os mercados tem de ser flexibilizados em favor da circulação financeira!!??? PGostaria de saber de onde ele tirou esse dogma? De onde será que ele tirou esse dogma? Deve ser do mesmo lugar que ele tirou que a taxa média de juros no governo Reagam foi de 16%. Ou talvez do mesmo lugar daquela afirmação que as taxas de juros subiram no governo Reagan, quando subiram no governo do Carter. Ou do mesmo lugar daquela afirmação que os países do terceiro mundo que financiaram a corrida armamentista dos EUA….

Como podemos verificar, é um local onde a criatividade e a imaginação abudam, e se produz uma quantidade infindável de baboseiras.

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