Neoliberalismo

Liberdade para os povos

Depoimento de uma ENTUSIASTA de Cuba

Os coitados dos cubanos não tem nem papel higiênico para limpar a bunda. Quer saber sobre Cuba? Dá uma olhada nesse depoimento aqui, de uma ENTUSIASTA de Cuba:

http://br.groups.yahoo.com/group/brigadacubana_2006/message/62

Depoimento de Aline Vieira sobre a situação cubana.

“No banheiro dos alojamentos vazava água das privadas. Não havia táboas para sentar. O material de limpeza utilizado pelas companheiras do CIJAM responsáveis pela “higienização” dos banheiros era “água e mão”.Também não disfrutei de ônibus com temporizador para o ar condicionado e a cada parada tive que fazer xixi na estrada pq os banheiros (um a cada parada) não davam vazão a quantidade de pessoas que eramos.Também não puderam ir a nossa festa ( a noite sulamericana), muitos e queridos companheiros do ICAP (lá de Havana) por falta de transporte. Isso que “transporte” é uma maneira genérica de se referir a sucatas quebradas, muito deterioradas, com bancos quebrados, cheias de ferrugem, sem ventilação alguma e um cheiro tão insuportável quanto constante de querosene queimado… E, que são “doações” da Itália… Cada uma dessas “guaguas” custa ao governo cubano usd 2.000 dólares em tarifas de importação…”

 http://br.groups.yahoo.com/group/brigadacubana_2006/message/62

“Nesse estado…Quanto a comida, pão com nada e leite com “chafé”, não são exatamente a opção cubana e sequer a brasileira de “desayunar”. Sabe aquela “anestesiasinha de xilocaína colorida sabor morango” que a gente pede no dentista antes de receber o anestésico injetável para obturar dente? Em Cuba não tem. Nem para as crianças. Estou certa de que as crianças cubanas sentem dor de dente como o sentem as crianças de qualquer parte do mundo…

Bem, ovos, frutas variadas, carne de gado, produtos de higiene pessoal, material cirurgico, peças de automóveis, televisores, computadores, celulares, creme dental com sabor e perfume, sabonete, lápis, borracha, apontador, caderno, papel higienico…Parece até estória de sertanejo brasileiro né?

ALINE CASTROREDE DE SOLIDARIEDADE A CUBA BRASIL “tive que fazer xixi na estrada pq os banheiros (um a cada parada) não davam vazão a quantidade de pessoas que eramos.”

“tive que fazer xixi na estrada pq os banheiros (um a cada parada) não davam vazão a quantidade de pessoas que eramos.” 

Junho 27, 2007 Publicado por Kassia Tavares | Cuba | | 1 Comentário

Violações dos Direitos Humanos em Cuba

Exercer oposição pacífica: CRIME NA “DEMOCRACIA”

Exercer oposição pacífica: CRIME NA “DEMOCRACIA” De cuba!!!

Crimes Contra Esmagamento de Segurança Estatal Dissensão Não violenta

http://www.hrw.org/reports/1999/cuba/Cuba996-03.htm#TopOfPage

Cuba processa crimes contra segurança estatal reprimir os oponentes de governo não violentos. Enquanto o crime de propaganda inimiga violar as liberdades de expressão fundamentais e associação explicitamente, outros crimes de segurança estatais incluem referências censuráveis a preservar o sistema socialista e estão definido em condições elásticas que freqüentemente foram usadas para castigar o exercício de direitos fundamentais. O Código de Processo penal de Cuba que é discutido abaixo a Processo Devido Negou, concessões os funcionários cubanos autoridade expansiva para reprimir esses acusados de crimes de segurança estatais. Debaixo da lei, autoridades cubanas podem administrar apreensões de warrantless de qualquer acusado de pessoa de um crime de segurança estatal, têm que segurar o acusado em detenção de pretrial, e têm que processar a pessoa em uma tentativa fechada em um tribunal de segurança estatal especial. Para aumentar a probabilidade que os funcionários entrarão em ação contra os crimes de rebelião ou sedição que o Código criminal define para incluir atos não violentos, funcionários que não arriscando assim três-para tempos de prisão de oito-ano para “violação do dever para resistir” (infracción de los deberes de resistencia) .

 Restrição de liberdade de locomoção
Essa é a “Democracia” cubana…olha que beleza….

http://www.hrw.org/reports/1999/cuba/Cuba996-03.htm#TopOfPage

Crimes que Restringem Liberdade de ir e vir

Lei cubana inclui medidas que restringem liberdade de ir e vir dentro dos limites do país da pessoa e o direito para deixar o país, em violação da Declaração Universal de Direitos humanos que estados que: “Todo o mundo tem o direito para partir qualquer rural, incluindo o próprio dele, e voltar ao país dele.”95 debaixo dos que a 1997 lei criada para controlar migração para Havana é discutida, a Decreto 217,: Controle levantado de Movimento Interno.
Saída ilegal

A provisão de Código criminal contra saída ilegal castiga os indivíduos que, “sem completar formalidades legais, licença ou ações de objeto pegado em preparação por deixar o território nacional” com um a três anos em prisão. Alguém que “organiza, promove, ou incita” uma saída ilegal pode ser castigada com dois a cinco prisão de anos, enquanto alguém que “provê ajuda material, oferece informação, ou de qualquer forma facilita” uma saída ilegal, arrisca a pessoa a três anos atrás de bars.96 Em 1995 de maio, Cuba chegou a um acordo em emigração com os Estados Unidos nos quais empenhou não aplicar a lei de saída ilegal contra cubanos repatriados. Cuba condenou Abel Denis Ambroise segundo notícias a quatorze meses para saída ilegal em 1996 de outubro, mas Relógio de Direitos humanos não conhece acusações adicionais desde aquele tempo. O fracasso de Cuba para revocar esta lei, porém, chama seriamente em pergunta sua vontade legitimar o direito básico de seus cidadãos para deixar o país deles/delas.

Além dos tempos de prisão servidos pelas contagens de cubanos condenadas de saída ilegal, esta lei contribuiu a numerosos esforços trágicos para fugir surreptitiously de Cuba. A raiva aparente do governo a esses que tentaram evitar a lei de saída ilegal alcançou seu cume com o março do governo 1994 afundamento de um rebocador, o 13 de Marzo que estava carregado com fugir Cubans.

 Na “Democracia” cubana, se vc fala mal do governo
O governo tem o poder de tirar da sua casa em Cuba

Restrições em Residência

http://www.hrw.org/reports/1999/cuba/Cuba996-03.htm#TopOfPage

Cuba também emprega a penalidade criminal de banimento (destierro), definido como “a proibição de viver em um determinado lugar ou a obrigação para permanecer em um determinado lugar.” Podem ser usadas tais restrições de residência para penalizar pessoas condenadas de um crime em todos os casos onde “a presença da pessoa sancionada no lugar é socialmente perigosa”, e pode durar de um a dez years.

Junho 27, 2007 Publicado por Kassia Tavares | Cuba | | Sem comentários ainda

Eleições em Cuba: para enganar os TROUXAS!

Vamos analisar o esquema eleitoral cubano e demonstrar que o processo eleitoral é uma verdadeira piada vagabunda e de mau gosto, criada apenas para legitimar uma ditadura assassina, mas que engana apenas os menos aquinhoados no quesito inteligência.

Bom, vamos analisar a própria Lei Eleitoral Cubana, disponível no própio site do governo cubano, e, a partir daí, tirar nossas conclusões, sempre baseadas em FATOS: 

Lei Eleitoral de Cuba nesse link aqui: http://www.asanac.gov.cu/espanol/ley72.htm

Bem, o esquema de perpetuação no poder cubano é bem sofisticado, e essa Lei aí é muito reveladora nesse sentido.

Olha só como funciona: Para você ser eleito Delegado (tipo um vereador aqui no Brasil) não basta você se candidatar. Você tem que se candidatar a candidato. Isso mesmo. Se candidatar a candidato, e você só poderá ser votado na eleição se você for “nominado” pela Comissão Eleitoral, e essa Comissão Eleitoral é subordinada a quem mesmo? Ah! Ao Conselho de Estado cujo Chefe supremo é quem mesmo? Ah! Fidel Castro!

Para ser candidato a Deputado da Assembléia Nacional de Poder Popular, você tem que ser “nominado” por uma comissão desse mesmo tipo.

E mais, essa mesma Comissão que indica o lista de nomes que será o Conselho de Estado.

Então, como é que funciona? 

Para você ser candidato, sua candidatura tem que ser aprovada pela Comissão Eleitoral, não é simplesmente se candidatar e ser votado, como é aqui no Brasil, e ganha quem tem mais votos. A Comissão elabora a lista de candidatos, e elabora também a lista de candidatos ao Conselho de Estado, dos presidentes e demais cargos da Assembléia Nacional.

E a Constituição cubana fala que o Conselho de Estado é “eleito” pela ANPP, só que eles não votam em quem quiser, com vários candidatos e etc. Eles votam numa eleição do único candidato proposto pela Comissão Eleitoral!!!!!! Que legal, né?

Esse é o motivo porque as eleições de Cuba tem normalmente 1 candidato. 

Junho 27, 2007 Publicado por Kassia Tavares | Economia | | 2 Comentários

Democracia cubana

Democracia em Cuba? Só mesmo não conhecendo nada de Democracia para falar que aquilo é uma Democracia! Com o intuito de demonstrar o caráter totalitário do regime assassino e genocida que vigora em Cuba, recorrei à análise das disposições constitucionais cubanas que configuram o regime autoritário e anti-democrático, que tem como único objetivo a perpetuação no poder de Fidel Castro e seus asseclas.

Primeiro.  A Constituição de Cuba podemos verificar aqui:

Constituição de Cuba: http://www.georgetown.edu/pdba/Constitutions/Cuba/cuba1976.html

“Art. 69. La Asamblea Nacional del Poder Popular se compone de diputados elegidos por las Asambleas Municipales del Poder Popular en la forma y en la proporción que determina la ley.“

Logo, os deputados da Assembléia Nacional de Poder Popular são eleitos pelas Assembléias Municipais de Poder Popular, e não pelo povo.

artículo 75o.- Son atribuciones de la Asamblea Nacional del Poder Popular:
(…)
3. decidir acerca de la Constitucionalidad de las leyes, decretos-leyes, decretos y demás disposiciones generales;

Inexiste a independência de poderes em Cuba, situação básica que configura uma Democracia. Isso fica claro quando se analisa a configuração de Estado delineada pela constituição cubana, e constate-se que o Conselho de Estado Cubano é, de fato, o Poder Moderador Cubano. Não existem independência de poderes em Cuba.

Tudo é subordinado ao Conselho de Estado. O Conselho de Estado Cubano é de fato um Poder Moderador. Pode olhar lá na constituição cubana suas prerrogativas: controle de constitucionalidade, ou seja, se a Assembléia de Poder Popular aprovar uma Lei que o Conselho de Estado não goste, então o Conselho de Estado pode declara-la inconstitucional. E mais. O Poder Judiciário é subordinado hierarquicamente ao Conselho de Estado. E além disso, o Conselho de Estado tem a prerrogativa de editar Decretos-Lei!!!!! Ou seja, o Conselho de Estado tem uma função típica de Judiciário – controle de constitucionalidade – e além disso tem o Poder Judiciário a ele subordinado.

Além disso, controla toda a maquina do Poder Executivo, visto que o Conselho de Ministros é também vinculado ao Conselho de Estado, e além de tudo isso, tem o poder de legislar por meio de Decretos-Lei.

Agora o detalhe mais interessante. O Conselho de Estado é eleito pela Assembléia Nacional de Poder Popular, que, pelo jeito, de Popular só tem o nome, porque não é eleita pelo povo, mas de modo indireto, pelas assembléias locais.

Enfim, o Conselho de Estado, do qual Fidel é o presidente, tem praticamente todos os poderes da República concentrado e ainda por cima não é eleito pelo povo.
Enfim, totalitarismo pleno e irrestrito!

 Mais alguns aspectos interessantes da “Democracia Cubana”

Vejamos o relatório do Human Rights Watch , uma ONG que monitora a situação dos Direitos Humanos no mundo inteiro. Acho que ele pode dirimir algumas dúvidas.

http://www.hrw.org/reports/1999/cuba/Cuba996-01.htm#P355_13934

Lá podemos verificar que o Código Processual Cubano não atende os requisitos mínimos internacionais, que existem exatamente para coibir que pessoas inocentes sejam condenadas. 

Junho 27, 2007 Publicado por Kassia Tavares | Cuba, Economia, Socialismo | | 9 Comentários

Socialismo: fuzilamentos, assassinatos e terror

Os fuzilamentos e a repressão política são decorrencias naturais da adoção de sistemas de corte socialista. A lógica que explica essa característica é simples.

Como os sistemas socialistas retiram, por meio da repressão, os mecanismos de incentivos econômicos das pessoas, as pessoas tem que ser incentivadas a trabalhar de outra forma, e essa forma é a seguinte: trabalho obrigatório e a perspectiva de ser morto. Sendo assim, as pessoas trabalham sob a égide do terror!

É simples assim. Se não existir nenhum tipo de incentivo, a economia cairá ao nível de subsistência, com a produção total da sociedade sempre declinando.

Porque isso? É simples: se o governo estabelece que todos ganham a mesma coisa, mesmo se você trabalhar muito ou pouco, ou se você trabalhar melhor ou pior, tanto faz. Ou seja, se você trabalha bastante e o seu colega do lado não trabalha nada, e vocês ganham a mesma coisa, então essa realidade vai fazer você se acomodar e tender a trabalhar igual a seu colega que não faz nada.

A soma desses comportamentos na sociedade socialista produz o famoso “desasbastecidmento”, ou seja, as lojas estatais vazias. Lógico, a produtividade das economias socialistas é sempre declinante, ou seja, produz-se cada vez menos com cada vez mais pessoas, e mais pessoas precisam de mais serviços e como a produção é declinante, então ocorrem os racionamentos. O fato da produção de alimentos cubana ser, hoje, inferior à produção de 1959 não é um fato isolado, é uma decorrência natural da economia planificada. Esse processo ocorre com todas as economias socialistas, só muda o ditador de plantão, porém não muda a desculpa: EUA, claro!

 A repressão política é outro traço natural, porque se você tiver liberdade política, com liberdade de outros partidos se estabelecerem, então, essa insatisfação social começará a se fazer refletir nas propostas dos partidos. Um partido que comece a falar assim: “voce trabalha muito e seu colega não trabalha nada e vocês dois ganham a mesma coisa. Isso está errado, isto tem que mudar”, então esse partido naturalmente começará a ganhar adeptos, ou seja, um partido que irá começar a propor uma nova forma de incentivos, que quem trabalha mais deve ganhar mais e etc. O mesmo partido começará a criticar a falta de bens básicos como papel higiênico e etc. E aí o regime começa a ruir.

Junho 27, 2007 Publicado por Kassia Tavares | Cuba, Economia, Socialismo | | 1 Comentário

Saúde e Educação de Cuba: uma análise baseada em fatos

O Sistema de Saúde Cubano

A tese que pretendo provar é a de que a propalada excelência do sistema de saúde cubano não tem sustentabilidade nos fatos. O que iremos mostrar é que o sistema de saúde cubano apresenta resultados ligeiramente inferiores a de outros países da América Latina, como Argentina, Chile e Costa Rica. 

Mostraremos, também, que o sistema de Educação cubano não é aprovado pelos sistemas de avaliação internacionais da UNESCO.

 Para corroborar minha tese, fundamentarei minha análise com dados de Intituições Internacionais, como Organização Mundial de Saúde e UNESCO.

Preliminarmente, vamos aos dados da Organização Mundial de Saúde:

Investimento em Saúde – percapita

Investimento por habitante com Saúde em Cuba : US$ 251,00 / habitante (http://www.who.int/countries/cub/en/)

Investimento por habitante com Saúde no Brasil : US$ 597,00 / habitante (http://www.who.int/countries/bra/en/)

Investimento por habitante com Saúde nos EUA : US$ 5,700 / habitante http://www.who.int/countries/usa/en/

Esses dados nos mostram que mostra que: o Brasil gasta o dobro por habitante em Saúde que Cuba; os EUA gastam 10 vezes mais que o Brasil, e 20 vezes mais por habitante que Cuba.

Gasto em Saúde como proporção do PIB  

http://www3.who.int/whosis/country/compare.cfm?country=BRA&indicator=TotEOHPctOfGDP&language=english

EUA – 15,2% / Canadá – 9,9% / Argentina – 8,9% / Brasil – 7,6%

Como pode se verificar, o desempenho de Cuba, neste indicador,  é inferior ao El Salvador, Suriname, Uruguay, Argentina, Brasil, Colômbia, Panamá, Haiti e Costa Rica, com 7,3% do PIB de dispêndio em Saúde Pública.

Comparação Expectativa de Vida

Expectativa de Vida ao nascimento

Cuba 80 / 75  67,1 / 69,5

Costa Rica 80 /75  65,2 / 69,3

Argentina 78 / 71  62,7 / 68,1

Chile 81 / 74  64,9 / 69,7

Fonte : OMS

Cuba http://www.who.int/countries/cub/en/

Costa Rica http://www.who.int/countries/cri/en/

Argentina //www.who.int/countries/arg/en/

Chile http://www.who.int/countries/chl/en/

Conclusão: Cuba não é o melhor sistema de Saúde da América Latina. Seus indicadores são similares aos de muitos outros países da própria América Latina. Em determinados aspectos,  como, por exemplo,  investimento percapita de saúde, seus resultados são inferiores aos apresentados pelo Brasil.

Chile, Argentina, Costa Rica e Brasil apresentam indicadores melhores que os cubanos 

Cuba é um país que historicamente apresentava bons indicadores de Saúde e Educação. Essa tradição de bons indicadores são muito anteriores à tomada do poder na Revolução, o que torna curioso o fato de usarem tais indicadores como mérito da revolução de Fidel Castro.

Um aspecto adicional que precisa ser avaliado é que, com o advento da revolução, e o alinhamento de Cuba ao bloco soviético, Cuba passou a receber um subsídio de aproximadamente US$ 2 milhões de dólares por dia da extinta União Soviética, o que correspondia a aproximadamente U$ 1 bilhão de dólares por ano. O governo cubano usou tais recursos para manter os bons indicadores de Saúde e Educação cubanos, mas, sobretudo, para financiar intervenções militares em outros países da América Latina (Bolívia) e África (Congo). Cuba, hoje, é um país agrário, e questiona-se se não teria sido melhor para a população cubana se o governo cubano tivesse usado tais recursos para criar um parque industrial. Está claro que se Cuba fosse um regime democrático, no qual o povo tivesse voz e participasse das decisões coletivas, seria muito difícil usar os limitados recursos de um país para patrocinar guerrilhas e guerras em outros, pois a população provavelmente optaria por aplicar tais recursos na melhoria de sua própria qualidade de vida, ao invés de usar para produzir guerras e guerrilhas em outros países.

Diante disso, é importante ressaltar que os demais países da América Latina, sobretudo Chile e Argentina, não tiveram esse tipo de auxílio da ex-URSS e mesmo assim lograram êxito em obter indicadores de Saúde e Educação melhores que os cubanos, mesmo com populações que crescem constantemente, ao contrário de Cuba, que exportou quase 30% da população para os Estados Unidos da América. Esses quase 3 milhões de cubanos que vivem nos EUA usam os sistemas de saúde e educação dos EUA, e não de Cuba, além de contribuirem com envio de recursos à seus familiares.

Cuba: subsídios de outros países 

Cuba é um país que consegue sobreviver apenas quando existe algum tipo de subsídio de outros  países. Inicialmente Cuba viveu de subsídios mensais da ex-URSS.  Atualmente, quem subsidia o estado cubano é o petróleo da Venezuela, tendo em vista que Hugo Chavez  fornece 100 mil barris de petróleo diários, a preços altamente subsidiados, ao governo cubano. 

Fidel Castro, ditador de Cuba, é um homem acostumado ao poder, pois é oriundo da aristocracia rural cubana. Em seu reinado de 50 anos à frente do poder em Cuba não conseguiu fazer com que seu país, antes uma potência econômica e social, produza bens para a população, mas especializou-se na produção de produtos elitistas e comprados por mega-empresários, como os charutos HAVANA, e os hotéis de luxo em Varadero, praia na qual os cubanos nativos não podem entrar.

Dados da UNESCO

Costa Rica – expectativa média de vida – 79 (http://www.uis.unesco.org/profiles/EN/EDU/countryProfile_en.aspx?code=1880)

Cuba – expectativa média de vida – 77 (http://www.uis.unesco.org/profiles/EN/EDU/countryProfile_en.aspx?code=1920)

Fertilidade : Cuba 1,6 filhos / mulher 

Costa Rica : 2,6% das crianças em idade escolar fora da escola

Cuba – 3% das crianças em idade escolar fora da escola

Costa Rica – ZERO% das crianças em idade escolar fora da escola

Brasil – 3% das crianças em idade escolar fora da escola

Argentina – 1% das crianças em idade escolar fora da escola

 (http://www.uis.unesco.org/profiles/EN/EDU/countryProfile_en.aspx?code=320)

Chile – ZERO % das crianças em idade escolar fora da escola

 (http://www.uis.unesco.org/profiles/EN/EDU/countryProfile_en.aspx?code=1520)

Educação em Cuba: indicadores não são favoráveis

Desempenho dos alunos cubanos no TIMSS

 http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/me000061.pdf#search=%22OREALC%20UNESCO%20teste%20alunos%20prim%C3%A1rios%22  

O teste quadri-anual que feito pela UNESCO chama-se TIMSS, e os alunos cubanos não conseguiram classificação para entrar no ranking. Os campeões nesses rankings são Cingapura, Coréia, República Checa , Japão, Bulgária, Eslovênia, Bélgica, Áustria, Hungria, Países Baixos, Inglaterra, República Eslovaca, Estados Unidos, Austrália, Alemanha, Canadá, Irlanda, Tailândia, Suécia.

Cuba nem aparece no ranking do teste da UNESCO

Diante do fato de que os alunos não conseguem passar nas preliminares das provas da UNESCO, pode-se concluir que o sistema de educação de Cuba está em nível muito inferior ao dos demais países da América Latina.

http://isc.bc.edu/PDF/t03_download/T03_M_Chap2.pdf http://isc.bc.edu/timss2003i/intl_reports.html http://www.timss.org/ http://www.who.int/whr/2006/annex/06_annex2_en.pdf

Evolução dos dispêndios em Saúde como proporção do PIB 

Os seguintes percentuais de gasto em Saúde como proporção do PIB: Gastos totais em Saúde como proporção do PIB

1999 2000 2001 2002 2003

Cuba 6,9 7 7,1 7,2 7,3

Costa Rica 6 6,3 6,8 7,2 7,3

Argentina 9,1 8,9 9,5 8,6 8,9

Brasil 7 ,8 7,7 7,8 7,7 7,6

Grã-Bretanha 7,2 7,3 7,5 7,7 8

EUA 13,1 13,3 14 14,7 15,2

Portanto, como podemos verificar pelos dados acima, Cuba investe, como proporção do PIB, valores similares aos demais países em seu sistema de Saúde.

Socialismo: ineficiência econômica cobra seu preço dos mais pobres 

O sistema socialista é caracterizado por sua tradicional ineficiência econômica, o que ficará claro ao longo deste artigo.  Se analisarmos a situação cubana em seu todo, verificamos que Cuba consegue obter resultados em Saúde quase tão bons quanto os de países como Chile, Argentina e Costa Rica. Entretanto, tais resultados são os únicos indicadores favoráveis da Ilha. Entretanto, a quantidade de pessoas que precisam ser alocados em tais sistemas é enorme – em média 5 vezes maiores que a comparação com outras nações da América Latina.

Esse é um exemplo emblemático da ineficiência do sistema cubano: para conseguir resultadores piores que o de outros países, precisa empregar 5 vezes mais recursos humanos.

Qual o resultado disso na prática: os salários são muito baixos (médicos ganham em média R$ 40,00/mês) e a população fica submetida a racionamentos de produtos básicos, como papel higiênico, produtos de higiênie pessoal, alimentos, carnes e leite, que são racionados por meio da ”livreta de racionamento“.

O fenômeno do racionamento e da escassez generalizada ocorre em Cuba pois o sistema precisa de 5 vezes mais pessoas para produzir as mesmas coisas que um país capitalista. Ou seja, no capitalismo, a mesma população produz mais alimentos, mais serviços de Saúde, mais serviços de Educação, com os mesmos recursos, pois as pessoas estão inseridas em um sistema de produção livre e mais eficiente. 

Além disso, poderíamos aludir as razões pelas quais gasta-se tão pouco em Cuba com saúde da população: um médico cubano ganha em torno de US$ 200 dólares por ano. Um inglês em torno de US$ 100 mil dólares! Um americano mais ou menos isso, em início de carreira. Um brasileiro ou argentino em torno de US$ 50 mil dólares / ano.

Médicos cubanos são dispõem de equipamentos modernos como sistemas de tomografia computadorizado, como os disponíveis para os ingleses, americanos, brasileiros e argentinos em seus hospitais públicos.

Ademais, produtos básicos são negados negadas aos cubanos pobres, como aspirinas, analgésicos, anti-bióticos. A não oferta de tais produtos para o povo cubano é um dos meios para se reduzir os dispêndios no sistema de Saúde.

Fidel Castro : um dos homens mais ricos do mundo

Outra questão que pode ser verificada é que Fidel Castro é um dos homens mais ricos do mundo, segundo a revista Forbes. Essa riqueza provavelmente provém, provavelmente, de transações financeiras que as multinacionais que operam em Cuba pagam para poder operar naquele país. Tais recursos poderiam ser investidos nos sistemas de Saúde e de Educação dos cubanos, mas são usados para irrigar a fortuna de Fidel Castro e sua família.

Além disso, é preciso considerar que Cuba tem uma população estável em torno de 11 milhões de habitantes, sendo os demais países em geral tem populações crescentes. Os EUA, por exemplo, além de ter uma população 30 vezes maior que a cubana, ainda absorvem um contingente de migrantes equivalente a metade da população cubana, todos os anos.

Eficiência de sistemas públicos de saúde

Esse é um componente que tem peso significativo na economia. Como proporção do PIB, o gasto de Saúde cubano – em torno de 7% - é similar ao de outros sistemas de saúde da América Latina.

Entretanto, os trabalhadores cubanos recebem salários muito baixos. A comparação entre os salários dos trabalhadores em outros países e os salários dos trabalhadores cubanos é clara. Um beneficiário do Bolsa Família brasileiro ganha, por mês, só de benefícios estatais, um valor que é 3 vezes superior ao que aufere um médico cubano.

Outra medida que ajuda a reduzir os custos do sistema de saúde cubano é que não são oferecidas aspirinas e outros gêneros dessa natureza nas farmácias estatais cubanas. Não existem anestesias e diversos outros remédios que obrigam os médicos cubanos promover amputações de membros por falta de medicamentos.

Todas essas medidas mostram como é possível a um país gastar US$ 250 dólares por ano em saúde por habitante, e ter o seu presidente como um dos homens mais ricos do mundo.

Os EUA, por exemplo, gastam 22 vezes mais por cidadão em Saúde. Na Cuba ”SOCIALISTA” os médicos ganha US$ 250,00 por ano e vivem no país onde supostamente não existe exploração do homem pelo homem. Entretanto, nos países capitalistas, os médicos explorados em outros países ganham em média 200 vezes mais.

Eficiência do sistema cubano de Saúde.

Já verificamos que o gasto por habitante em saúde nos países é proporcional a renda. Pode-se usar tal indicador de gasto em saúde per capita como indicador a “eficiência” do sistema de Saúde.

Vamos comparar dois países latino americanos. Cuba (o mais socialista da América Latina) e Chile (o mais capitalista da América Latina).

Em termos de indicadores de Saúde, o Chile empata com Cuba na maioria dos indicadores. Vejamos

Chile : http://www.who.int/countries/chl/en/)

Expectativa de vida ao nascer homens/mulheres (anos): 74.0/81.0

Healthy life expectancy at birth h/m (years, 2002): 64.9/69.7

Mortalidade infantil h/m (per 1000): 10/9

Mortalidade adulta h/m (per 1000): 133/66 

Total dispêndio em saúde per capita (Intl $, 2003): 707

Total dipêndio em saúde como % do PIB s (2003): 6.1

Cuba : (http://www.who.int/countries/cub/en/)

 Total population: 11,269,000

PIB per capita (Intl $, 2004): 3,649

Expectativa de vida ao nascer homem/mulher (years): 75.0/80.0

Healthy life expectancy at birth h/m (years, 2002): 67.1/69.5 

Mortalidade infantil h/m (per 1000): 8/7 

Adult mortality h/m (per 1000): 131/85

Total dispêndio em Saúde per capita (Intl $, 2003): 251 

Total dispêndio em Saúde como % do PIB (2003): 7.3

Agora vejamos a quantidade de profissionais de saúde em cada país: Cuba

http://www3.who.int/whosis/core/core_select_process.cfm?country=cub&indicators=healthpersonnel&intYear_select=all&language=en

Chile

http://www3.who.int/whosis/core/core_select_process.cfm?country=chl&indicators=healthpersonnel&intYear_select=all&language=en

Cuba Médicos (density per 1 000 habitantes) (:) 5.91

Enfermeiros (density per 1 000 habitantes) (:) 7.44

Dentistas (density per 1 000 habitantes) (:) 0.87

Chile

Médicos (density per 1 000 habitantes) (:) 1.09

Enfermeiros (density per 1 000 habitantes) (:) 0.63

Dentistas (density per 1 000 population) (:) 0.43

Desses dados concluímos que Cuba precisa de 5,4 mais médicos, 11,8 mais enfermeiros e o dobro de dentistas, para cada grupo de mil habitantes, para obter os mesmos resultados de Saúde que o Chile.

Cuba gasta 7% do seu PIB.

Agora uma questão importante: o PIB de Cuba, calculado pela PPP – Paridade do Poder de Compra, atinge (http://pt.wikipedia.org/wiki/Lista_de_pa%C3%ADses_por_PIB_(Paridade_do_Poder_de_Compra) o valor de US$ 37,24 bilhões de dólares. Porém deste site aqui vemos o gasto percapita.

 http://www3.who.int/whosis/country/compare.cfm?country=CRI&indicator=PcTotEOHinIntD&language=english

O que se observa é que existe uma correlação entre renda-percapita e gasto por saúde percapita. Se usaármos países com resultados similares em Saúde verificamos que o gasto percapita em saúde sobre o pib percapta é igual a relação de gasto com saúde sobre o PIB.

Dispêndio percapita PIB Percapta gasto/

PIB EUA USD 6.621,43 USD 44.142,86 0,15

Argentina USD 1.149,70 USD 16.424,24 0,07

Costa Rica USD 566,16 USD 8.088,00 0,07

Cuba USD 236,98 USD 3.385,45 0,07

A explicação para tal fenômeno é que a maior parte do gasto dos sistemas de Saúde é exatamente com a remuneração dos profissionais de Saúde.

Portanto, países com baixos salários terão gasto menor, e países com altos salários, terão gastos maiores. Assim, Cuba obtém baixos dispêndios percapita em Saúde pagando baixos salários a seus trabalhadores.

Cuba se obtém resultados similares que outros países em Saúde. Entretanto, Cuba não tem eleições livres, não tem liberdade de expressão, os cubanos não tem liberdade de ir e vir, os salários dos cubanos são uns dos mais baixos do mundo e ocorrem violações dos Direitos Humanos em Cuba, como observa a HRW (Human Rights Watch), uma ONG internacional que analisa a situação dos Direitos Humanos nos países.

Apesar disso, Cuba e seu ditador multimilionários contam com a admiração de pessoas na América Latina. A questão que fica é: por qual motivo ocorre esse fenômeno?

Maio 29, 2007 Publicado por Kassia Tavares | Cuba, Economia, Politica, Socialismo | | 47 Comentários

A democracia direta não funciona

A democracia direta não funciona
Sérgio Werlang

A queda do Muro de Berlim em 1989 e o desmantelamento das economias socialistas, que chegaram a abarcar quase a metade da população mundial, tornaram óbvio que as idéias coletivistas que assolaram o século passado estavam erradas. A razão básica é simples: as estruturas socialistas pressupõem que os seres humanos tenham uma natureza comunitária, isto é, que sejam altruístas. Mas, com a exceção de alguns notórios e louváveis seres humanos, como São Francisco de Assis, ou a nossa Irmã Dulce, as pessoas comportam-se de forma a levar em consideração primordialmente (mas não exclusivamente) seu próprio bem-estar. Isto tem várias conseqüências práticas que inviabilizam as economias socialistas. Primeiro, a propriedade privada, algo que sabe-se que existe desde que a escrita foi inventada. Segundo, a importância da liberdade individual. Quanto mais livres para escolher são os seres humanos, mais alternativas há para considerar. Como a principal preocupação das pessoas é com seu próprio bem-estar, mais felizes estarão se houver mais escolhas. Economias socialistas em geral restringem muito a liberdade de contratação e negociação privadas, quando não são autoritárias, como as repúblicas comunistas do século XX. Por fim, uma terceira decorrência desta natureza individualista é a economia de mercado, como Hayek já havia observado em 1945. O retumbante fracasso do socialismo mostrou de forma cabal que não é possível sustentar uma utopia coletivista. Nos dias de hoje há uma aceitação muito maior no mundo da descentralização das decisões (deixando aos indivíduos a escolha do que fazer), dos mecanismos de mercado, e da participação do setor privado nas economias.

Ocorre que, desde Platão existe um grupo de utópicos que defendem a imposição de seus pontos de vista, como se estes fossem a única verdade. Para Platão, a verdade era absoluta e apenas uns poucos indivíduos conseguiam enxergar a real definição do que seria bom e do que seria mau. Estas pessoas iluminadas tinham o dever de impor aos outros os conceitos que só elas tinham capacidade de entender. Note que esta visão autoritária (o ditador filósofo, ou déspota esclarecido) é incompatível com a descrição que foi feita da natureza do ser humano, pois viu-se que quanto mais livres as pessoas, mais felizes. Infelizmente, a interpretação platônica foi muito influente e atravessou muitos séculos – no século XVIII, Rousseau falava que as pessoas tinham que ser “forçadas a serem livres”. A derrocada das idéias coletivistas deixou claro que não é possível obrigar os indivíduos a viverem numa comunidade socialista “pelo próprio bem deles”. Então, alguns destes utópicos dos dias de hoje (uma minoria, é bem verdade) pretendem que as pessoas por sua “livre e espontânea” vontade cheguem “democraticamente” à conclusão de que o socialismo é ainda a melhor alternativa.

Contudo, o conceito de democracia que este grupo de “neoutópicos” utiliza, o de democracia direta, está longe de representar escolhas verdadeiramente democráticas. A democracia direta é o conceito originado na Grécia. O modelo das cidades-Estado gregas, e mais especificamente de Atenas após a reforma de Sólon, que ocorreu em 594 a.C., consistia na participação diária de todos os cidadãos do sexo masculino acima de uma certa idade numa assembléia. Isto era o equivalente da época aos eleitores de hoje. Todos os assuntos da cidade eram discutidos neste fórum. Segundo estimativas de Finley (1977 – Os gregos antigos), uma reunião destas em Atenas poderia ter a participação de cerca de 40 a 45 mil indivíduos. Cada pessoa poderia apresentar moções, que seriam ou não decididas pela maioria.

Tal procedimento não era muito prático, e criou uma série de distorções que acabaram por ter um impacto muito grande nas cidades-Estado. O sistema era muito vulnerável à influência do mais eloqüente. Todos já passaram por alguma experiência de ter participado de uma assembléia estudantil. O método de votação é altamente dirigido pelos mais persistentes e loquazes. É relativamente fácil que uma minoria articulada possa influenciar decisivamente o resultado da votação. Este é um grande problema da democracia direta.

A democracia direta funcionou durante algum tempo, enquanto as comunidades gregas independentes eram pequenas, e as decisões não eram muito complexas. No entanto, com Alexandre da Macedônia (que morreu em 323 a. C.), que conquistou as cidades-Estado gregas, este modelo mostrou-se totalmente incapaz de responder com rapidez aos desafios de enfrentar uma nação maior e mais organizada. Roma, que acabou por tornar-se hegemônica por um período muito maior que as cidades-Estado gregas, aperfeiçoou a democracia. O conceito, que foi sendo desenvolvido desde 507 a. C., era simples: os cidadãos não votariam diretamente, mas escolheriam um representante que decidiria em seu nome. Este grupo de representantes era bem menor, e tornava as discussões mais rápidas, mais objetivas e menos sujeitas ao “populismo” do momento. Este modelo persistiu até 44 a. C., e mesmo durante o império romano de forma parcial. A democracia representativa moderna é muito mais desenvolvida. Hoje deputados e senadores têm como sua principal função o debate e a votação das leis. Organizam-se em comissões temáticas, de acordo com a especialização e o interesse de cada um. Como a maioria dos temas da sociedade atual é muito mais complexa, estas comissões têm assessores técnicos e normalmente ouvem muitos especialistas nos diversos assuntos, antes de votar uma proposta. Em suma, a decisão de fazer alguma mudança nas leis de um país é tomada com muito mais informação e segurança.

A idéia de implantar a democracia direta é na verdade autoritária. Isto porque o cidadão que é chamado a votar diretamente um assunto complicado não tem tempo para dedicar-se a estudar em detalhe o tema. Assim, fica exposto aos mesmos problemas que eram verificados em Atenas – as decisões tinham que ser tomadas influenciadas pelos grupos de interesse que faziam a melhor comunicação a todos, mesmo que a decisão mais correta para a população fosse outra. Fica muito pior ainda se a participação direta nas votações for convocada por ordem de uma única pessoa, o presidente da República, como parece ser o intuito final de Hugo Chávez, na Venezuela. A razão é que este único indivíduo escolhe as propostas e a forma de perguntar (que pode influenciar as respostas, como bem sabem os especialistas em pesquisa de opinião). Mais ainda, é comum que esta pessoa controle muitos meios de comunicação, de modo que pode fazer ampla propaganda a favor de suas idéias. Dessa forma, conclui-se que a democracia direta não é uma maneira eficiente de organização das decisões de um povo, além de não levar os cidadãos a escolherem de acordo com seus reais interesses, abrindo a porta ao autoritarismo.

Sérgio Ribeiro da Costa Werlang, diretor-executivo do Banco Itaú e professor da Escola de Pós-graduação em Economia da FGV, escreve mensalmente às segundas-feiras e excepcionalmente hoje.

Março 6, 2007 Publicado por Kassia Tavares | Economia, Politica | | 4 Comentários

Cuba inventa novo método de crescimento econômico: mudando o cálculo do PIB

O grupo encastelado no poder em Cuba, liderados pelo ditador moribundo Fidel Castro, é uma usina de produção de bobagens e de baboseiras incrivelmente competente. O

Quando vejo algum artigo do ditador moribundo na mídia “burguesa” sempre podemos esperar que no meio do texto o barbudo acuse os Estados Unidos da América de serem os culpados por algumas das desgraças que afligem a ilha, decorrentes da própria incompetência dos seus proprietários – Fidel Castro e sua corte de puxa-sacos.

Mas o ditador moribundo, além de saber culpar os Estados Unidos da América por tudo (isso é coisa de criança mimada), notabiliza-se também por inventar estatísticas exóticas para vender sua revolução no mercado mundial. Estatísticas de Saúde e Educação cubanas têm tanta credibilidade quanto uma nota de US$ 3,00!

A economia cubana está em petição de miséria, destroçada por anos de incompetência de seus proprietários. O povo não tem nem sequer acesso a bens básicos como papel higiênico e sofre com o racionamento de comida há mais de cinquenta anos. O desastre da economia cubana tem um nome: socialismo.

Entretanto, o debate sobre crescimento econômico na América Latina está crescendo, com as pessoas querendo saber qual país cresce menos, ou mais, e por quê? Muito bem, a produção agrícola de Cuba, hoje, é menor do que a de antes da revolução, o que é um indicativo que a economia cubana só encolheu sob o ditador moribundo Fidel Castro! Ah! Mas Cuba precisa entrar na América Latina liderando mais uma coisa: crescimento econômico!

Mas o crescimento econômico cubano é muito baixo, ou negativo, então o quê fazer? Simples: mude-se o método de cálculo e seeus problemas acabaram: Chegou o método cubano-tabajara de crescimento econômico: mude-se o método de cálculo e aí, pronto, todos os seus problemas estão resolvidos!!!!

http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2006/12/23/287181733.asp

HAVANA (Reuters) – O líder interino de Cuba, Raúl Castro, pediu hoje maior transparência a respeito dos problemas crônicos da ilha, como falta de moradia e transporte público, áreas que atraem o maior número de críticas no país comunista, informou a mídia oficial neste sábado.

“Digam a verdade, sem justificativas, porque estamos cansados de justificativas nesta revolução”, disse Raúl Castro na sexta-feira, segundo o jornal Juventud Rebelde.

(…)

A população tem que esperar durante horas por ônibus lotados, alguns deles meras carrocerias puxadas por caminhões, e muitos moram em casas caindo aos pedaços, freqüentemente divididas por mais de uma família.

(…)

Ele já havia criticado ineficiências do Estado no passado, mas agora está efetivamente no comando do país. Acredita-se que ele vá favorecer reformas, reduzindo o controle do Estado sobre a economia.

(…)

Cuba apresentou uma taxa de crescimento de 12,5 por cento este ano, utilizando um método particular de cálculo que soma educação, atendimento médico gratuito e outros serviços sociais prestados pelo Estado.

Março 3, 2007 Publicado por Kassia Tavares | Cuba, Economia | | 15 Comentários

Editorial de O Estado de São Paulo: excelente!

O Estado de S. Paulo – 23.02.2007
É incompetência, não ideologia
Editorial

Dois anos e dois meses depois de o presidente Lula sancionar a lei que instituiu as Parcerias Público-Privadas (PPPs), saudadas como o ovo de Colombo para a modernização acelerada da infra-estrutura do País em tempos de exígua capacidade de investimento do Estado nacional, a iniciativa continua repousando no amplo dormitório de projetos que o governo “anuncia, anuncia, anuncia”, como disse o próprio Lula, e nada acontece – salvo, naturalmente, no plano da retórica. Reportagem de Lu Aiko Otta, no Estado de ontem, sobre o travamento da primeira PPP lançada pelo Executivo federal nesse tempo todo, é uma evidência que se acrescenta a tantas outras de que a condição natural da administração lulista é a de uma inaptidão incurável para fazer com que as coisas aconteçam. Se as ações efetivas do Planalto correspondessem a 1/10 que fosse da falação presidencial, a sua operosidade já seria digna de registro.

A PPP de que trata a reportagem se refere a duas estradas no interior da Bahia, cujo edital de concessão está previsto para sair em março. A parceria – cujo lançamento já foi anunciado e adiado inúmeras vezes – corre perigo de continuar paralisada porque o governo considera alta a taxa de retorno esperada pelos potenciais parceiros privados, com base em projeções sobre a rentabilidade do investimento, da ordem de 12,5% ao ano. Em janeiro, numa decisão rumorosa, o governo suspendeu um projeto que concederia 7 trechos rodoviários à iniciativa particular, por não aceitar que o contrato embutisse uma expectativa de 12,88% de retorno, a que os interessados chegaram por critérios técnicos. Segundo os empresários do setor, uma taxa entre 12% e 13% nada tem de extravagante, sendo até relativamente moderada. Os índices adotados no programa de concessões rodoviárias do Estado de São Paulo se situam na faixa de 15%. Considerando o precedente, eles receiam que o governo vá rever os parâmetros das PPPs.

Há cerca de duas semanas, ao apresentar ao Congresso o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, procurou – ao que tudo indica sem êxito – desfazer as suspeitas de que a privatização daquelas estradas enfrenta a surda e bem-sucedida resistência ideológica do esquema petista de poder, ao qual ela própria não estaria alheia. A ministra assegurou que o processo de concessões rodoviárias será retomado “assim que for concluído o processo de revisão” dos cálculos para a definição das tarifas de pedágio a serem cobradas pelos concessionários. Chama a atenção das empresas o fato de 3 dos 7 trechos se situarem no Paraná, onde o governador peemedebista Roberto Requião, que se vê à esquerda do presidente de quem é aliado, já anunciou sua intenção de sabotar as concessões no Estado. Ele pretende investir R$ 200 milhões em estradas que poupariam os motoristas do pagamento de pedágios.

Decerto o vezo ideológico do governo contribui para atar o desenvolvimento da infra-estrutura brasileira. Mas essa contribuição é secundária perto do que realmente conta: a absoluta incompetência administrativa e gerencial da era Lula, às vésperas de completar 50 meses de improfícua existência. Admita-se, caridosamente, que, tendo perdido boa parte ou todo o primeiro ano do primeiro mandato querendo reinventar a roda, batendo cabeças e trocando rasteiras, enquanto, já então, o presidente se dedicava prioritariamente ao seu projeto reeleitoral, o primeiro escalão do Executivo tenha em seguida encontrado o seu eixo. Não só não o encontrou – salvo na política econômica e na gestão do Bolsa-Família -, como nem sequer hoje existe na prática, porque Lula não consegue reformá-lo para o segundo termo, passados quase 120 dias da reeleição. Nunca antes um presidente brasileiro demorou tanto para formar um Gabinete. Ontem, ele disse que fará a reforma do Ministério na segunda quinzena de março!

Seria razoável culpar o preconceito ideológico pela não-implementação das PPPs e pelo freio às concessões rodoviárias, se em outras áreas, em que esse fator tivesse peso muito menor ou nenhum, o desempenho do governo fosse diferente. Mas isso está longe de ser o caso. Praticamente por onde quer que se o examine, topa-se com um cenário de torpor e incompetência. Às vezes parece, aqui e ali, que agora vai. Mas, em menos tempo do que Lula leva para se elogiar a cada discurso, vê-se que foi outra enganação.

Fevereiro 26, 2007 Publicado por Kassia Tavares | Economia, Politica | | 1 Comentário

Sai o BNDES, entra a Bolsa de Valores

O capitalismo brasileiro está realmente entrando numa nova fase. Uma fase muito mais moderna, menos cartorial, menos de conchavos, e de mais competência, de competição, de transparência, de mercado.

Já faz um bom tempo eu acho que o BNDES deveria ser extinto, pois é realmente interessante ver como é que o Estado brasileiro toma dinheiro emprestado numa ponta à Selic (hoje, em 13%) e empresta na outra a TJLP (hoje, em 6.5%).

Pois bem, com a redução dos juros, as empresas estão dando banana para o BNDES e migrando para a Bolsa de Valores, que é um processo muito mais saudável, inclusive por promover a distribuição de renda e a cultura do empreendedorismo e do investimento.

A notícia saiu no Estadão:

 

http://www.estado.com.br/editorias/2007/02/26/eco-1.93.4.20070226.13.1.xml

 

Empresas trocam BNDES pela Bolsa

Em 2006, companhias arrecadaram R$ 110 bi com a venda de ações, mais que o dobro dos desembolsos do banco

Marcelo Rehder

As empresas têm recorrido ao mercado de capitais como fonte de recursos de longo prazo para financiar atividades e investimentos numa freqüência jamais vista no País. No ano passado, o total captado pelas companhias chegou a R$ 110,2 bilhões, mais que o dobro dos desembolsos do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O montante representa crescimento de 78,9%, se comparado aos R$ 61,6 bilhões de operações em 2005. Para este ano, a expectativa é de expansão de, pelo menos, 30%.

“O mercado de capitais já é hoje a maior fonte de financiamento das empresas brasileiras”, diz Raymundo Magliano Filho, presidente da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Em 2006, as companhias captaram R$ 69,5 bilhões por meio de debêntures, o que representou um incremento de 67,4% em relação aos R$ 41,5 bilhões de 2005, que já haviam sido recorde. As captações por meio de oferta de ações também bateram recorde no ano passado. As empresas captaram R$ 14,2 bilhões, mais que o triplo do ano anterior.

Além de fonte de financiamento, o mercado de capitais tem sido um fator determinante de sucesso para o desenvolvimento do País. Nesse sentido, houve uma mudança cultural no meio empresarial. “O empresário percebeu que sozinho já não se consegue fazer praticamente mais nada”, diz o presidente da Bovespa. “Quem quiser se desenvolver no mercado doméstico ou no exterior, precisa ter sócios, fazer parcerias.”

Mas o mercado de capitais não é opção para qualquer empresa. A começar pelo custo de abertura do capital, que não é barato. De acordo com bancos de investimento, para a estruturação da oferta pública de ações o desembolso varia de US$ 1 milhão a US$ 1,5 milhão. Os bancos cobram taxa de serviços que hoje gira em torno de 5% do valor total da captação. Além disso, a empresa precisa ter boa governança corporativa e obter lucros para distribuir dividendos aos acionistas. Do contrário, o preço das ações despencará e ela não deverá conseguir captar novos recursos.

“Os gastos inviabilizam o acesso da pequena empresa ao mercado de capitais”, diz Miguel Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). “Já para as grandes e médias empresas, o custo-benefício ainda representa um bom negócio.” Segundo pesquisa mensal da Anefac, a taxa média de juros cobrada pelos bancos nos empréstimos à pessoa jurídica estava em 4,19% ao mês em janeiro, o equivalente a 63,65% ao ano.

Para fugir do crédito caro e escasso, empresas de maior porte recorrerem ao mercado de capitais ou ao BNDES, que cobra Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), hoje em 8,75% ao ano, mais taxa de corretagem, que varia de 0,5% a 2% ao ano. A diferença entre um e outro é que as empresas podem captar recursos no mercado de capitais para financiar projetos que não se enquadram nas liberações do BNDES, como operações de fusão e aquisição de empresas.

A Lupatech, líder na produção e venda de válvulas para indústria de petróleo e gás captou R$ 452,7 milhões e fez algumas aquisições de empresas. Entre elas, estão as argentinas Válvulas Worcester, Esferomatic e Itasa, que juntas totalizaram US$ 64,6 milhões.

De acordo com o diretor de Relações com Investidores da empresa, Thiago Alonso de Oliveira, a Lupatech está em fase de conclusão de negociações para estabelecer parceria com a Cordoaria São Leopoldo, fabricante de cabos para ancoragem de plataformas de petróleo em águas profundas. Se o negócio for concretizado, nascerá uma empresa, que terá investimentos de R$ 80 milhões da Lupatech. Desde que abriu o capital, em maio do ano passado, as ações da Lupatech tiveram valorização de 62%.

MAIS SETE EMPRESAS

A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) recorreu ao mercado de capitais para investir na expansão do negócio. A empresa de capital misto, que tem como maior acionista o governo de Minas, captou R$ 813 milhões em 2006, com a distribuição de mais de 30 milhões de ações ordinárias. Suas ações, desde o lançamento, tiveram valorização de 13,6%.

A Totvs, criadora e fornecedora de software de gestão empresarial, captou no mercado R$ 450 milhões. Desse total, destinou R$ 206 milhões para a compra de duas empresas de tecnologia, a RMS Sistemas e a Logocenter.

“As aquisições fazem parte da estratégia de crescimento”, diz o presidente da Totvs, Laercio Consentino. “Queremos fortalecer a posição de liderança.” Hoje a empresa tem mais de 50% desse mercado. Suas ações valorizaram 53% desde março do ano passado, quando abriu o capital.

O mercado de capitais segue em expansão. No mês passado, sete empresas obtiveram registro da Comissão de Valores Mobiliários para emissão de ações, contra cinco em igual período de 2006. Entre elas, Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário, Companhia Ferroviária do Nordeste e Tecnisa.

NÚMEROS

R$ 110,2 bilhões foi o total captado pelas empresas no mercado de capitais em 2006

30% de aumento é a expectativa para a expansão da captação de recursos para investimentos neste ano

 

R$ 69,5 bilhões foram captados no ano passado somente por meio de emissão de debêntures

 

R$ 14,2 bilhões foram captados em 2006 por meio de oferta de ações

Fevereiro 26, 2007 Publicado por Kassia Tavares | Economia | | Sem comentários ainda