Neoliberalismo

Liberdade para os povos

Lula e seus militantes amestrados

http://veja.abril.uol.com.br/blogs/reinaldo/

A gestão da Vale foi, felizmente, privatizada, sim. E, por conta disso:

1 – Em seis anos, ela recebeu US$ 44,6 bilhões em investimentos: nos 54 anos de estatismo, foram US$ 24 bilhões;

2 – Em 1997, inteiramente estatal, empregava 11 mil pessoas; hoje, 56 mil;

3 – Como estatal, produzia 35 milhões de toneladas de ferro; hoje, são 300 milhões;

4 – Em 1997, exportou US$ 3 bilhões; em 2006, US$ 10 bilhões (mais de um quarto do saldo positivo da balança comercial);

5 – Se a empresa realmente vale hoje US$ 50 bilhões, TRATA-SE DA VALE INTEIRA; em 1997, venderam-se se por US$ 3 bilhões APENAS 42% das ações ordinárias;

6 – Quem continua a ser o verdadeiro “dono” da Vale? O fundo de pensão do Banco do Brasil e o BNDES: eles detêm dois terços do capital da empresa;

7- O outro terço se distribui entre Bradesco, a japonesa Mitsui e mais de 500 mil brasileiros que aplicaram parte do FGTS em ações da companhia.

Isso que vai acima é a verdade. Não a cascata que está sendo contada nas igrejas por padres que entendem de economia o que tendem dos Evangelhos: NADA!!! Eis a verdade, não o que os bispos brasileiros permitem que se fale nos púlpitos. Se quer entrar nesse mérito mundano, que nada tem a ver com Deus, dom Odilo Scherer deveria levar a boa-nova a seus fiéis, em vez conspurcar o altar com a urna da mistificação.

A mentira é coisa do demônio, bispo!

A verdade sobre a Vale também é a verdade sobre as outras empresas privatizadas, especialmente no setor de telefonia. Ou daquela que é hoje um caso de sucesso global: a Embraer, que foi da falência certa a um caso formidável de sucesso.

Vocês conhecem a capacidade da esquerda de contar mentiras. Mais do que isso: ela acha que a mentira é moral se for para garantir o que entende ser o bem da humanidade. Ela não tem qualquer receio de fraudar, de trapacear, de enganar se for para ver triunfar a sua verdade particular. Também é capaz de matar. Em proporções industriais. Não! Em proporções que faria Homero corar.

Lembram-se do post sobre a entrevista de Marxilena Oiapoque à revista argentina Debate? Ela admite que o PT meteu a mão na sujeira, mas diz que seu maior patrimônio é a “ética na política”. E isso significa que ela não distingue a fronteira entre a verdade e a mentira.

Não permita que a baba hidrófoba se espalhe por aí. Contra ela, use apenas a verdade.

 

http://www.e-agora.org.br/conteudo.php?id=5023_0_3_0_C

Lula e seus militantes amestrados

Eduardo Graeff, Folha de S. Paulo (17/09/07)

 

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1709200709.htm

Placebo ideológico aqui, verbinha acolá, empregos a rodo, barriga cheia, lá vai a militância petista fazer seu número. Pula! Late!

O PLEBISCITO sobre a privatização da Companhia Vale do Rio Doce não foi para valer, Lula esclareceu na coletiva de rádio dias depois de o PT anunciar sua adesão à iniciativa do MST e outros. A rigor, o “não tenho nada com isso” dele também não é para valer.

Às vésperas do plebiscito, enquanto o presidente da República negava que a reestatização da Vale estivesse ou pudesse vir a estar na agenda de seu governo, militantes de camiseta vermelha recolhiam assinaturas para o plebiscito comodamente instalados na portaria do Ministério do Planejamento ao som do hino da Internacional Comunista. O que vale mais: a palavra do presidente ou as centenas de milhões de reais com que ele irriga o MST, a CUT, a UNE etc.?

Uma coisa pela outra, eu diria. Falsa como uma nota de três reais é a razão formal que ele alegou para se dissociar da onda reestatizante: houve um “ato jurídico” que o governo deve respeitar. Se tivesse sombra de dúvida que o ato foi fraudulento, como gritam os “excluídos” chapa-branca, teria por obrigação mandar apurar e desfazer o malfeito. Não fará nada, como não fez até hoje, porque não quer assustar o mercado nem ter que passar um atestado de idoneidade ao processo de privatização. Bom mesmo é deixar suspeitas no ar e faturar eleitoralmente, como fez com o boato de privatização do Banco do Brasil em 2006.

Melhor ainda juntar o proveito político do reflexo condicionado antiprivatização com o proveito econômico da Vale privatizada. Recorde de investimento: US$ 44,6 bilhões nos últimos seis anos contra US$ 24 bilhões nos 54 anos anteriores. Recorde de produção: 300 milhões de toneladas de minério neste ano contra média anual de 35 milhões da Vale estatal. Recorde de emprego: 56 mil empregos diretos hoje contra 11 mil há dez anos. Recorde de exportações: quase US$ 10 bilhões em 2006 contra US$ 3 bilhões em 1997, garantindo mais de um quarto do saldo da balança comercial “deste país”.

A Vale não é exceção. Da Embraer à telefonia, passando pela siderurgia e petroquímica, o desempenho de quase todas as empresas privatizadas é uma história de sucesso em benefício de seus compradores e empregados e do país.

A isso o estatista contrapõe números que são, eles sim, fraude grosseira: a comparação dos US$ 3 bilhões pelos quais a União vendeu 42% de suas ações ordinárias da Vale em 1997 com os US$ 50 bilhões que a Vale inteira valeria hoje, depois de toda a expansão possibilitada pela privatização.

E quem foram os beneficiários desse “ato de lesa-pátria”? A quem pertence a Vale privatizada? Aos funcionários e aposentados do Banco do Brasil, principalmente, por intermédio de seu fundo de pensão. Com o BNDES, eles detêm dois terços do capital da Vale. O restante se distribui entre o Bradesco, a “trading” japonesa Mitsui e mais de 500 mil brasileiros que aplicaram parte do FGTS em ações da companhia. O padrão de gestão da Vale é privado. A propriedade, como se vê, nem tanto. Depois de privatizada, a empresa recolheu aos cofres da União, em impostos e dividendos, algumas vezes mais do que fez ao longo de toda a sua existência como estatal.

Os obreiros do plebiscito e até, forçando a barra, os padres que ecoam essa gritaria inconseqüente dentro das igrejas podem pretextar ignorância. Lula e os dirigentes do PT, não. Esses usam deliberadamente o fantasma da privatização como uma distração para a sua militância -um osso de mentira que se dá a um cachorrinho para ele não roer a mobília.
Um placebo ideológico aqui, uma verbinha acolá, empregos a rodo, barriga cheia, lá vai a militância petista fazer seu número. Pula! Late! E Lula pisca o olho para as visitas: “É brincadeira, gente! Senta que o Lulu é manso”.

Os empresários sorriem de volta, fingem que acreditam, mas pensam dez vezes antes de botar a mão no bolso. Para eles, pior do que a encenação dos militantes é a falta de vontade e/ ou capacidade do governo de estabelecer regras claras e um ambiente político confiável para os investimentos privados em infra-estrutura.

A conta das ambigüidades virá aí por 2010, prevêem os especialistas, quando o fantasma do racionamento de energia elétrica deve voltar a rondar, dessa vez não por falta de chuva, mas de investimento. Ou quem sabe em 2011. Já pensaram na ironia? Um novo governo às voltas com o apagão, a militância petista a todo vapor de volta à oposição e Lula na Guarapiranga, pescando suas tilápias…

EDUARDO GRAEFF, 57, é cientista político. Foi secretário-geral da Presidência da República no governo FHC

 

 

Setembro 17, 2007 Publicado por Kassia Tavares | Economia, Privatizações | | Sem comentários ainda

Privatizações FHC III

Primeiro nao acho conveniente a postulacao Kelseniana,acho que é a unica que permite uma autonomia metodologica ao Direito.Obviamente adoto esses postulados com a necessaria revisao ocasionada pelo avanco da semiotica e da logica juridica ,a par das contribuicoes de Bobbio,outro Kelseniano.Primeiramente vou m abster de comentar sobre Kelsen, porque só conheço muito superficialmente. 

Sobre modelos de Estado, porém, tenho algumas considerações a fazer. As Agências Reguladoras não são autarquias como as demais. Até a Constituição as define como “autarquias especiais”. Existem muitas diferenças: mandatos fixos dos diretores, obrigatoriedade de transparência e fundamentação nas decisões, precedência das Consultas Públicas, reuniões do Conselho Diretor abertas ao público, obrigatoriedade de introdução de ouvidorias (para saber o que o distinto público está achando da brincadeira), radicalização do princípio da publicidade (com obrigatoriedade de divulgação dos relatórios dos Conselheiros que fundamentam os votos), aprovação prévia pelo Senado dos nomes dos Conselheiros, independência financeira em relação ao Executivo, mandatos com prazo determinado, entre muitas outros aspectos. Além disso, os funcionários deveriam ser contratados pelo estatuto do “Emprego Público”, vinculado à CLT, mas isso caiu, muito por culpa do PT, que acabou fazendo prevalecer sua visão corporativista junto ao Poder Judiciário.  Podem não o ser modelos gerenciais puro, mas estão, na minha opinião, anos luz de distância do modelo autárquico convencional. Concordo que o modelo burocrático-weberiano é ainda fundamental e insubstituível em determinados pontos do Estado, como Adminstração Tributária e Policial, Sistema Judicial, e etc. Mas a Educação Pública e Saúde Pública, por exemplo, poderiam muito bem migrar para o modelo gerencial com grandes ganhos para a sociedade, mas o PT não quer, o que prejudica principalmente as camadas de menor renda que são usarias desses sistemas.
Alguns segmentos do PT se colocaram sim contra as Agências Reguladoras. Introduziram a politização nelas, mas acho que é mais por completa ignorância e desinformação acerca desses princípios modernos de administração pública. Acho que estão aprendendo.
 

Com relação à concessão e privatização, é verdade que são conceitos distintos. De fato ocorreu concessão do serviços de telefonia, e privatização da estrutura de exploração desses setores. Porém, não sei se “privatização” da Telebrás seja o termo adequando, tendo em vista que a introdução dos chamados “bens reversíveis” que continuam sendo públicos e não integram os ativos permanentes das empresas. Isso torna possível que, caso a Telefônica de Sp, por exemplo, falir, o sistema de telefonia por ela administrado continua funcionando normalmente sem prejuízos para as pessoas. No caso da Vale acho que é similar, pois o que foi privatizada foi a estrutura de exploração do minério, e não o minério, como muitos petistas, ignorantemente, acreditam.   Realmente existe muita desinformação nesses assuntos. O problema do petismo é que eles continuam, em sua maioria, desinformados. E isso é um atraso para o País. Em relação aos questionamentos sobre o modelo adotado no governo FHC, sobre o preço de venda. Vamos ver. A Telebrás foi vendida por mais de US$ 39 bilhões, considerada a maior privatização do mundo até hoje. Verifique que a União tinha apenas 27% do capital da Telebrás, e 51% do controle acionário. A Vale tinha valor de mercado de 10 bilhões de dólares, e o governo vendeu o controle acionário e a menor parte do capital de que era titular por US$ 3,3 bilhões. Todos foram processos exaustivamente investigados pelo meio político, pelo Poder Judiciário e pelo Ministério Público da União. Todos os processos foram arquivados. Então, eu pergunto, o que mais se pode questionar? Sobre os fundos de pensão de estatais que participaram das privatizações, lucraram enormemente com esse processo, e o governo ainda manda neles. Então, não sei como é que fica esse tipo de questionamento? Na minha opinião, estão totalmente desconectados dos fatos. Se alguém apresentar um fato sobre o assunto, talvez pudéssemos debater. Até agora não apareceu.

Fevereiro 17, 2007 Publicado por Kassia Tavares | Privatizações | | 2 Comentários

Privatizações FHC II

[i]“das privatizações criminosas e financidas com o dinheiro do BNDES?”[/i] 

Eu não. Aliás, você também não, porque se não fosse a privatização você não estaria aqui fazendo campanha para governo metido até o pescoço
em corrupção. Até 98 o Brasil tinha 12 milhões de telefones fixos. Hoje tem 60 milhões. Antes, 1 milhão de celulares, hoje, 90 milhões. Antes, comprar um telefone custava até 10 mil dólares,
em SP. Hoje, custa 170 reais e você pede de manhã, eles instalam a tarde. E ainda tem umas 5 empresas concorrendo.

[i]”dos bilhões do PROER?”[/i] 

Os bilhões do PROER foram oriundos da reserva de redesconto do BC, ou seja, dinheiro dos próprios bancos. Teve, porém, 20 bilhões do tesouro que foram para os bancos, sim. 12 bilhões para o BB e 8 para a CEF. Ambos estavam falidos. Hoje dão lucros e mais lucros.
[i]”da compra de votos para a reeleição?”[/i]
 

Você tem alguma prova? Não sei porque um governo iria comprar voto para aprovar uma emenda que tinha aprovação da maioria da sociedade, dos governadores e prefeitos? 

[i]“do escândalo SIVAM/SIPAM?”[/i] 

Que escândalo? O SIVAM está aí e possibilita o Brasil tomar conta da Amazônia.
[i]”do escândalo SUDAM/SUDENE?”[/i]
 

Qual? Aquele do Jader Barbalho, o qual, por sinal, o Lula beijou a mão na semana passada? De fato, existia corrupção, então o FHC fechou a SUDENE. Acabou com a corrupção.
[i]da epidemia de dengue com 200 mil casos?[/i]
 

No Rio, é? E quem era o responsável? Ah sei..o governo estadual… 

[i]do envolvimento do Juiz Lalau com a tucanada?[/i] 

Que tipo de envolvimento? Aquele que envolvia do Eduardo Jorge? Aquele que o José Dirceu pediu desculpas publicamente? Aquele que está ganhando todas as causas na Justiça por danos morais? Aquele que está fazendo o procurador Luiz Francisco ficar com seu cargo a perigo, pois está sofrendo processo na PGR pelo Eduardo Jorge? 


[i]da festa dos bancos Marka e FonteCindam?[/i]
 

Que o FHC demitiu no mesmo dia o presidente do BC? O Francisco Lopes, ao contrário do Lula, que mantém em seu ministério e em seu palanque pessoas denunciadas por corrupção? 

 

[i]da quebra do painel do Senado?[/i] 

O que o FHC tem com isso? Senado é poder legislativo. O FHC era o chefe do Executivo. Aprende, ta? 

[i]do APAGÃO?[/i] 

Que apagão? Teve apagão? Não. Não teve. O governo gerenciou a crise para que não tivesse o apagão. 

[i]que a dívida que saltou de US$61 para 750 BI?[/i] A dívida pulou de 61 para 600. O Pib pulou de 350 bilhões para 700 bilhões. A inflação caiu de 80% ao mês para 5% ao ano. A relação dívida PIB ..faz a conta aí..E mais. O Lula pegou a dívida em 600, e já está em 1 trilhão!!!!! 

[i]da menor taxa de crescimento da história republicana?[/i] 

Não. Essa é do Lula mesmo.

Fevereiro 17, 2007 Publicado por Kassia Tavares | Privatizações | | Sem comentários ainda

CVRD

[i]“ele esta vivendo hoje pior do que na época da comunismo.”[/i] 

E porque o povo não vota nos comunistas? 

[i]“A CRVD hoje, esta nas mãos de capitalistas estrangeiros, não era isto que vocês queriam?”[/i] 

Estrutura acionária da CVRD http://www.expomoney.com.br/sp/palestras/DANIELATINOCO-CVRD-VALEAEMPRESAPRIVADAQUEMAISINVESTENOBRASIL.pdf 

BNDES 4,8%Investidores Varejo (Brasil) 7,1%Investidores Institucionais Brasil (PREVI) 8,4%VALEPAR 34,1%Tesouro Nacional 1,3%Trabalhadores (FGTS) 3,3%Ações negociadas no mercado acionário 41% 

Eu não sabia que BNDES, PREVI, Tesouro Nacional eram investidores estrangeiros. Obrigado, Vagner, pela informação. 

[i]O Brasil teria alcançado a autosufiência antes se não fosse a incompetência do F(ilho da puta)H C.[/i] 

http://www.anp.gov.br/doc/dados_estatisticos/Producao_de_Petroleo_b.xls 

Produção de Petróleo no Brasil em milhões de barris de petróleo 

Governo FHC2000 450,6 2001 471,8 aumento de 4,7% em relação a 20002002 530,8 aumento de 12,7% em relação a 2001 

Governo Lula2003 543 aumento de 2,2% em relação a 20022004 540 QUEDA de 1% na produção em relação a 20032005 aumento de 10% em relação a 2004 

Durante o governo “incompetente” nunca houve queda na produção, e os ganhos anuais eram maiores. Graças ao Vagner, obtive um novo conceito de competência! Esse vagner é realmente sensacional. 

[i]“Atualmente o governo brasileiro não tem mais o controle da estatal que tem adotado”[/i] 

http://www.ibgc.org.br/imagens/StConteudoArquivos/Tese.pdf 

“A União detém 84,04% das ações ON da Petrobrás, e 99,86% da Petrobrás Distribuidora.Portanto, graças ao Vagner, estamos sabendo de outro novo conceito, ou seja, de quem tem a maioria do controle acionário não é mais o controlador. Quem tem 86% ou 99% do controle acionário, não controla nada. O Vagner introduz conceitos verdadeiramente revolucionários. Eu aprendo muito com ele. Obrigado Vagner! 

[i]“Cabeças ocas neoliberais baseiam suas opiniões apenas na sua fé. Eles não se preocupam em verificar a validade dos seus argumentos.”[/i] 

Essa então é para fechar com chave de ouro o show. Como vemos, o Vagner é realmente sensacional!

Fevereiro 17, 2007 Publicado por Kassia Tavares | Privatizações | | Sem comentários ainda